A família de Clarice Cardoso aguarda informações sobre um menino resgatado na Flórida, nos Estados Unidos, que tem semelhança com seu filho Alan Michael, desaparecido em Bacabal, no Maranhão. Não há confirmação de que a criança seja o garoto.
Alan Michael, de quatro anos, desapareceu em janeiro deste ano junto com a irmã, Ágatha Isabelle, de seis anos, e o primo Anderson Kauã, de oito anos. Anderson foi encontrado após três dias e está com a família. Já os dois filhos de Clarice continuam desaparecidos, sem que tenha sido localizado qualquer vestígio físico, como uma peça de roupa. O caso completa oito meses.
A semelhança entre o menino resgatado e Alan Michael levou muitas pessoas a enviar mensagens para Clarice e para seu assessor, Jeferson Andrade. Ele afirmou que a família procurou autoridades internacionais para saber quais procedimentos serão adotados no reconhecimento da criança.
“Não tem nenhuma informação confirmada de que essa criança aqui é o filho da Clarice”, disse Andrade. O assessor também reforçou que os filhos de Clarice ainda não foram encontrados e pediu que qualquer informação seja encaminhada à família, com garantia de sigilo para quem fizer o contato.
Contato com o consulado brasileiro
A advogada Nathaly Moraes informou que procurou o consulado brasileiro em Miami para verificar se há brasileiros entre as 163 crianças e adolescentes resgatados na Flórida. O grupo reúne crianças de 12 nacionalidades, com idades entre dois meses e 17 anos.
Segundo a advogada, algumas crianças ainda não foram identificadas porque estão traumatizadas e não conseguem falar, o que dificulta a confirmação da nacionalidade. Ela afirmou que aguarda uma resposta do consulado brasileiro, que já mantém contato com os representantes de Clarice.
Além dessa operação nos Estados Unidos, Nathaly disse ter enviado requerimentos sobre crianças resgatadas em outros países, incluindo o Camboja, e acionado ONGs internacionais que atuam na busca por pessoas desaparecidas.
A advogada também explicou que não procurou novamente a Polícia Federal. De acordo com o parecer recebido por ela, não havia indícios de tráfico de pessoas ou de tráfico internacional no caso. Por isso, a família decidiu buscar diretamente o consulado, que está no local e pode acompanhar os procedimentos necessários.
Nathaly afirmou que espera receber o retorno do consulado na segunda-feira. Até lá, não há confirmação sobre a identidade do menino resgatado nem novas informações sobre Ágatha Isabelle e Alan Michael.



