JOÃO PESSOA — O laudo toxicológico concluiu que Noah morreu após ser envenenado por terbufós, um pesticida organofosforado conhecido como chumbinho. A causa da morte foi registrada como broncoaspiração e intoxicação exógena por veneno.
A criança tinha um ano e seis meses e passou mal depois de comer mingau em casa, em uma ocupação de João Pessoa, no dia 7 de setembro deste ano. Ele foi levado ao Hospital de Emergência e Trauma com agitação e engasgo, mas não resistiu e morreu na unidade.
Moradores relataram que três gatos também morreram após comerem o mingau que havia caído depois que a criança passou mal. O exame complementar que identificou o veneno teve o resultado divulgado na última sexta-feira (18).
Investigação continua sob sigilo
A delegada Josenice Andrade afirmou que a identificação do veneno não permite concluir, até o momento, que o caso tenha sido um envenenamento criminoso. A ingestão do pesticida também pode ter acontecido de forma acidental.
A investigação segue sob sigilo. Pessoas responsáveis pela criança e moradores da localidade prestam depoimentos para esclarecer as circunstâncias do que aconteceu.
Antes da conclusão do laudo, Fabio Fabres, diretor do Instituto Médico Legal, havia explicado que a hipótese de intoxicação só poderia ser confirmada por exames complementares e laboratoriais. O resultado divulgado posteriormente apontou a presença de terbufós e associou a morte à broncoaspiração e à intoxicação exógena por veneno.



