CAMBORIÚ — O laudo da Polícia Científica concluiu que o bebê Murilo morreu após receber uma dose de adrenalina 10 vezes maior do que a prescrita pelo médico. O menino tinha 45 dias de vida e foi levado ao Hospital Cirúrgico, em Camboriú, por Fernanda Santos, no dia 12 de agosto, após apresentar uma reação alérgica à fórmula que havia ingerido.
A criança morreu no mesmo dia do atendimento. Conforme o depoimento prestado à polícia, a técnica de enfermagem responsável afirmou que aplicou uma ampola inteira de adrenalina e declarou não ter experiência com esse tipo de procedimento.
A profissional foi indiciada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ela está afastada do hospital desde o ocorrido e aguarda o julgamento em liberdade. As investigações continuam.
Mãe pede justiça
Fernanda Santos afirmou que busca respostas e justiça pela morte do filho. “Eu levei meu filho vivo para receber atendimento e voltei para casa sem ele”, disse.
A mãe também criticou o secretário de Saúde de Camboriú por, segundo ela, ter dito que as autoridades não lhe deviam desculpas. Fernanda afirmou que não recebeu um pedido de desculpas e questionou a permanência da técnica de enfermagem em liberdade.
Ela ainda relatou que precisa de medicações para lidar com o luto e disse que a perda do filho mudou sua vida. Para Fernanda, a responsabilização é necessária para evitar que outras mães passem por uma situação semelhante.
O caso foi revelado quase dois meses após a morte do bebê. A mãe também contestou a afirmação de que os dias ajudariam a superar a perda e declarou que o sofrimento continua.



