João Fontenele contou que tem sido repreendido nas ruas por causa das atitudes de Sebastião em A Nobreza do Amor. O personagem age nos bastidores da trama, mas suas armações vêm provocando reações diretas do público.
“As pessoas, nas ruas, só me chamam de boca de sacola”, afirmou o ator. Segundo ele, os espectadores também pedem, com carinho e bom humor, que Sebastião deixe de agir contra Virgínia, interpretada por Theresa Fonseca, e contra a princesa Alika, vivida por Duda Santos.
Fontenele disse que recebe as abordagens com entusiasmo e destacou a relação construída com quem acompanha a novela. Nas redes sociais, porém, a reação ao personagem é mais intensa. O ator relatou comentários inflamados de pessoas que demonstram ódio por Sebastião como se os acontecimentos da história fossem reais.
As armações de Sebastião
Na novela das seis da Globo, Sebastião foi responsável por contar a Marta, personagem de Emanuelle Araujo, que Diógenes, vivido por Danton Mello, teve um caso e uma filha fora do casamento.
O vereador também descobriu que Alika, conhecida como Lúcia, é uma princesa procurada pelo rei Jendal, interpretado por Lázaro Ramos. Até então, Jendal era marido da personagem. Sebastião revelou a informação a Virgínia, em uma sequência considerada por Fontenele a mais marcante de sua participação na trama.
O ator explicou que a cena foi construída com uma mistura de susto e temor, já que os personagens de uma cidade pequena precisavam lidar com a presença de uma princesa. Para ele, o momento também apresentou uma maneira de agir de Sebastião que pode não voltar a aparecer na novela.
Fontenele afirmou ainda que terá outras cenas importantes, nas quais vai explorar sentimentos como sofrimento, frustração e decepção. Para o ator, o personagem tem oferecido oportunidades diferentes de interpretação.
A Nobreza do Amor tem como protagonistas Alika, princesa africana interpretada por Duda Santos, e Tonho, trabalhador brasileiro vivido por Ronald Sotto. A direção artística é de Gustavo Fernandez. Escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr, a história é ambientada na década de 1920 e se passa entre o reino fictício de Batanga, na costa ocidental da África, e a cidade de Barro Preto, no Rio Grande do Norte.



