RIO DE JANEIRO — Gabriel David, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), avaliou a responsabilidade das rainhas de bateria nos desfiles e apresentou planos para ampliar o Grupo Especial. As declarações foram dadas ao programa Alt Tabet, no YouTube.
Para David, a função não é um quesito de julgamento, mas a atuação da rainha pode influenciar a avaliação da escola. Ele explicou que erros de evolução podem provocar perda de pontos e estendeu o alerta a musas que não estejam preparadas para desfilar.
"Rainha de bateria não é quesito, não ganha ponto, mas perde", afirmou o presidente da Liesa. Na avaliação dele, quem deseja participar do ambiente das escolas de samba precisa se preparar adequadamente. A cobrança das comunidades, segundo David, está relacionada justamente ao impacto que uma apresentação mal executada pode causar no desfile.
A entrevista também abordou a possibilidade de aumentar o número de agremiações no Grupo Especial. Atualmente, os desfiles são realizados em três dias — domingo, segunda e terça-feira — com quatro escolas em cada noite.
Mudança gradual no Grupo Especial
A proposta é incluir uma quinta escola em um dos dias a partir de 2028. Com isso, dois dias teriam quatro agremiações, enquanto o terceiro receberia cinco. David afirmou que a Liesa ainda realiza estudos para avaliar o funcionamento desse formato.
"Não vamos sair de 12 para 15 de um ano para o outro", disse. O planejamento prevê uma expansão progressiva: primeiro, o grupo passaria de 12 para 13 escolas; depois, de 13 para 14; por fim, chegaria a 15. A mudança, portanto, seria feita em etapas, sem a inclusão imediata de três agremiações.



