Aos 80 anos, Eloína dos Leopardos coroou Anitta como rainha de bateria da Grande Rio na noite do último domingo, 20. Pioneira no posto, a ex-vedete foi responsável por abrir espaço para uma função que se tornaria uma das mais disputadas do carnaval.
O pioneirismo na Beija-Flor
Eloína estreou à frente dos ritmistas da Beija-Flor no desfile de 1976. Ela havia sido descoberta por Joãosinho Trinta em um concurso e recebeu o convite do carnavalesco para ocupar a posição na escola de Nilópolis.
Na ocasião, Eloína desfilou de roupão até o início do desfile. A revelação de que era travesti só veio depois da apresentação e provocou reação na época. “Não sabiam que eu era travesti. Quando noticiaram no dia seguinte”, contou ela.
A ex-rainha permaneceu mais dois anos no posto, mas acabou substituída por Sonia Capeta, uma passista da escola. Eloína afirmou que a função havia se tornado muito cobiçada e que ficou difícil manter uma travesti naquele lugar.
Shows e retorno ao carnaval
Na década de 80, Eloína dos Leopardos também ganhou destaque com um show apresentado no Rio, que reunia homens completamente nus. A atração durou 12 anos e chegou a receber Liza Minnelli.
No carnaval do ano passado, Eloína voltou a desfilar pela Paraíso do Tuiuti. Ela participou da homenagem a Xica Manicongo, considerada a primeira travesti não indígena do Brasil.
A coroação de Anitta na Grande Rio marcou mais uma aparição pública de Eloína, que entregou a faixa à nova rainha de bateria de Caxias.



