Anitta escolheu Eloína dos Leopardos para colocar a coroa em sua cabeça durante sua coroação na Grande Rio. A cantora não foi coroada por Virginia Fonseca, sua antecessora, e também se apresentou no palco da quadra da escola.
A decisão está ligada à relação de Anitta com o candomblé, religião de matriz africana da qual é adepta. Dentro da tradição iorubá e de outras religiões de matriz africana, o orí representa a cabeça, a consciência e o destino de cada pessoa. O conceito está relacionado à individualidade e ocupa um papel central na conexão com o sagrado.
No candomblé, na umbanda e em religiões de matrizes africanas, o orí é associado ao campo de energia vital e ao destino. Por isso, Anitta segue preceitos religiosos sobre quem pode tocar essa parte do corpo. De acordo com a tradição apresentada, mãos de pessoas que não são preparadas podem romper o equilíbrio espiritual e carregar sentimentos ou vibrações como cansaço, inveja e desequilíbrios.
Eloína dos Leopardos foi escolhida para a cerimônia por ser a primeira rainha de bateria do carnaval carioca. A coroação fez parte da apresentação de Anitta na quadra da Grande Rio.



