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O consumidor que planeja hoje como quer envelhecer amanhã

O conceito de “cliente de 100 anos” reúne pessoas que buscam autonomia, saúde e qualidade de vida nas próximas décadas.

O consumidor que planeja hoje como quer envelhecer amanhã

O chamado “cliente de 100 anos” já influencia a forma como pessoas entre 40, 50 e 60 anos tomam decisões sobre saúde, beleza e bem-estar. A expressão não indica que todos chegarão aos três dígitos, mas representa quem começa hoje a pensar em como deseja viver as próximas décadas.

Mais do que prolongar a vida, esse consumidor busca autonomia para fazer escolhas, disposição para viajar, força para se movimentar, saúde para manter vínculos e liberdade para continuar realizando atividades prazerosas. Para Cláudia Martins, fundadora e diretora comercial da CM Impacta e sócia da Plataforma da Economia do Wellness e da Longevidade, longevidade é uma mentalidade, não apenas uma idade.

Prevenção antes da velhice

A expectativa de vida no Brasil foi de 76,6 anos em 2024, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nesse cenário, cresce a percepção de que hábitos adotados décadas antes podem influenciar a qualidade de vida no futuro.

Alimentação, atividade física, sono, saúde mental, mobilidade, aparência e autocuidado passam a ser tratados como partes de uma mesma jornada. A lógica de consumo também muda: em vez de buscar ajuda apenas quando surge um problema, aumenta o interesse por prevenção e cuidado contínuo.

“Esse consumidor não procura apenas um produto para resolver uma dor imediata. Ele quer soluções que o ajudem a manter a saúde, a energia, a aparência, o equilíbrio emocional e a autonomia ao longo do tempo”, afirma Cláudia.

A chamada K-beauty é citada como exemplo dessa mudança. As rotinas de cuidados com a pele ajudaram a difundir uma abordagem baseada em constância e prevenção, e não somente em medidas tomadas depois que os sinais do envelhecimento aparecem.

Envelhecer sem transformar a idade em inimiga

A busca por longevidade também pode gerar pressão para parecer jovem, saudável e produtivo o tempo inteiro. Cláudia avalia que a prevenção deve ampliar possibilidades, preservar saúde, mobilidade, autonomia e bem-estar, sem criar medo ou culpa em relação ao envelhecimento.

Não há fórmula capaz de controlar completamente esse processo. A proposta, portanto, não é fazer alguém parecer ter 30 anos, mas oferecer condições para que cada pessoa viva melhor a idade que tem e se prepare para as próximas fases.

Empresas ainda precisam enxergar a jornada completa

Segundo Cláudia, muitas empresas continuam organizadas em categorias separadas, com produtos, serviços, atendimento e comunicação voltados a benefícios pontuais. Essa divisão aparece também no Canal Farma, que reúne medicamentos, beleza, suplementação, nutrição, autocuidado e serviços.

A farmácia pode ampliar sua atuação ao acompanhar o consumidor antes e depois da necessidade de tratamento. A proposta não é apenas criar produtos para pessoas maduras, mas compreender uma nova expectativa de vida e desenvolver jornadas que acompanhem esse público ao longo dos anos.

A economia mundial do wellness movimentou US$ 6,8 trilhões em 2024, segundo o Global Wellness Institute, e a projeção é alcançar aproximadamente US$ 9,8 trilhões em 2029. O setor inclui cuidados pessoais e beleza, alimentação saudável e nutrição, atividade física, saúde mental, prevenção e turismo de wellness.

O Brasil movimentou cerca de US$ 125 bilhões em 2024, conforme dados apresentados pela organização da nova plataforma. Para Cláudia, porém, a economia da longevidade também deve ser vista como uma forma de preparar o mercado para uma sociedade que viverá mais e buscará viver melhor.

Plataforma será lançada em setembro

A Plataforma da Economia do Wellness e da Longevidade será lançada em 16 de setembro, durante a LATAM Retail Show, em São Paulo. Com foco B2B, a iniciativa pretende aproximar lideranças da indústria, do varejo, dos serviços e de outros setores relacionados ao wellness e à longevidade.

O lançamento ocorrerá no 1º Fórum Economia da Longevidade — “Mais do que viver mais, é preciso viver melhor”. Entre os debates está o painel “O cliente de 100 anos já está na sua loja. E ele não veio comprar remédio”, moderado por Cláudia Martins.

A plataforma também pretende estimular conteúdos, pesquisas, encontros, conexões e projetos para ajudar empresas a compreender novas jornadas de consumo.

A ideia central é que não existe garantia de chegar aos 100 anos nem de controlar totalmente o envelhecimento. Ainda assim, é possível cuidar, ao longo da vida, de fatores que contribuam para preservar saúde, mobilidade, autonomia e qualidade de vida. O futuro da longevidade começa antes da velhice, nas escolhas feitas ao longo dos anos.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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