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Coleção pernambucana guia reforma colorida com cinema particular no Recife

Apartamento em Piedade ganha ambientes com arte, peças afetivas, bar e uma sala de cinema de atmosfera cenográfica.

Coleção pernambucana guia reforma colorida com cinema particular no Recife
Foto: Paulo Higor Nunes/Divulgação

Uma coleção de artistas pernambucanos passou a orientar a atmosfera de um apartamento em Piedade, no Recife. O imóvel de 260 m² foi reformado para um casal de jovens colecionadores que gosta de receber, com ambientes marcados por cores, design, lembranças familiares e obras de arte.

A arquiteta Cecília Lemos redesenhou completamente a morada. Todas as paredes foram alteradas, e a distribuição entre sala, quartos, cozinha, área de serviço e banheiros foi refeita. O projeto também incluiu um cinema particular e um bar integrado à área de convivência.

Arte como parte da arquitetura

Entre as obras reunidas pelos moradores estão trabalhos de José Cláudio, Gilvan Samico, Bozó Bacamarte, André Menezes, Corbiniano, Caio Lenda, Wellington Virgolino e Abelardo da Hora. O acervo se mistura a peças contemporâneas, móveis de épocas variadas, achados de antiquários e objetos de família.

Um dos elementos mais pessoais é um quadro pintado pela mãe do proprietário. Para Cecília, os itens que já pertencem aos moradores ajudam a construir a identidade do lar. “Uma casa nunca começa do zero”, afirma a arquiteta.

O piso de madeira natural aparece na área social e nos dormitórios. No teto, a laje de concreto aparente preserva uma característica do edifício, construído na década de 1970. A escolha combina a base mais neutra com a intensidade das cores e das obras, enquanto mantém uma referência à história do imóvel.

Na sala de estar, objetos, mobiliário, arte e diferentes tonalidades foram organizados para formar um conjunto. A arquiteta define a proposta como um maximalismo organizado: cada peça deve ter uma função na composição e dialogar com as demais, sem transformar os espaços em uma simples concentração de itens.

Cinema, bar e passagem colorida

O bar recebeu uma bancada revestida de azulejos desenhada especialmente para o apartamento. O material acrescenta grafismo à área destinada aos encontros e reforça a presença da cor na decoração.

A sala de cinema segue uma linguagem própria. Listras cobrem o ambiente e criam uma atmosfera cenográfica, diferente daquela encontrada no restante da casa, como uma surpresa dentro do apartamento. O projeto associa esse espaço ao universo de Amélie Poulain.

Na copa, um portal curvo de madeira marca o caminho até a cozinha. As paredes receberam azulejos coloridos em uma composição comparada pela arquiteta a um “pôr do sol”, imagem que também dá nome ao projeto. A madeira e os revestimentos gráficos conectam esse trecho a outras áreas do imóvel.

A reforma preserva personalidades distintas em cada cômodo, mas mantém uma ligação entre eles. Cores, listras, memórias, arte e peças de períodos diferentes aparecem como elementos de uma mesma casa, sem que o projeto busque neutralizar a identidade dos moradores.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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