A televisão continua ocupando um lugar central nas casas brasileiras, mesmo com as mudanças provocadas pelas plataformas de streaming e por outras formas de entretenimento. A tela é usada para assistir a séries e filmes, acompanhar transmissões esportivas e jogar videogame, mantendo sua influência sobre a organização dos ambientes.
A chegada do equipamento ao Brasil, em 1950, alterou especialmente a configuração das salas de estar. Antes voltado para conversas, leitura e convivência, o espaço passou a ter uma parede principal destinada à televisão. Sofás e poltronas foram reposicionados para favorecer a visualização, enquanto racks, estantes e painéis começaram a acomodar os aparelhos eletrônicos.
O Dia da Televisão é comemorado em 11 de agosto desde 1958. A data faz referência à morte de Santa Clara de Assis, padroeira da televisão, e também permite observar a relação entre a evolução tecnológica e os projetos de interiores.
Infraestrutura integrada ao projeto
Os televisores antigos exigiam móveis maiores para receber equipamentos de som, videocassetes, DVDs e cabos. Com a evolução da tecnologia, os projetos passaram a buscar o efeito oposto: esconder a infraestrutura e manter a composição visual organizada.
Por isso, a localização da tela, os pontos elétricos, os conduítes, as conexões de internet e os suportes de fixação podem ser definidos ainda durante a obra. Quando essa preparação não é feita antecipadamente, painéis de madeira e móveis planejados ajudam a ocultar a fiação e acomodar equipamentos complementares.
A televisão pode ser fixada diretamente na parede, instalada sobre painéis, receber suportes articulados ou integrar estruturas feitas sob medida. Em projetos atuais, o aparelho também divide espaço com nichos, estantes, livros, obras de arte, plantas e objetos decorativos.
Conforto na sala e no dormitório
A televisão deixou de ser o único foco visual da sala, principalmente em apartamentos e plantas integradas, onde o mesmo ambiente reúne entretenimento, convivência e descanso. O tamanho da tela precisa respeitar as proporções da parede e do espaço, enquanto a altura deve favorecer o campo de visão de quem está sentado.
A iluminação é outro ponto do planejamento. Luz indireta e temperaturas de cor mais quentes, entre 2.700 K e 3.000 K, ajudam a reduzir reflexos e criam uma atmosfera acolhedora. Dimerização, automação, perfis de LED, arandelas e luminárias de apoio permitem adaptar a iluminação às atividades do ambiente.
Nos dormitórios, a posição da televisão deve considerar quem assiste deitado e quem usa a cabeceira para leitura ou descanso. Suportes articulados podem ampliar a mobilidade quando o alinhamento com a cama não é possível. Painéis planejados escondem a fiação, organizam a instalação e ajudam a manter o equilíbrio entre a tela e os demais elementos do quarto.
Por Danilo Costa



