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Paróquia no Andaraí preserva testemunhos de curas e livramentos atribuídos a Cosme e Damião

Cadeirinha, peças de cera, roupas e brinquedos integram a sala criada para guardar agradecimentos de devotos aos santos gêmeos.

Paróquia no Andaraí preserva testemunhos de curas e livramentos atribuídos a Cosme e Damião

Médicos que atendiam gratuitamente pessoas com problemas de saúde, Cosme e Damião se tornaram referência para fiéis que buscam ajuda em enfermidades. Na paróquia dedicada aos irmãos, no Andaraí, uma sala reúne objetos deixados por devotos que atribuem a eles curas, livramentos e outras graças.

Cosme e Damião viveram no século III, em uma região que hoje abriga países do ocidente da Ásia. A fé em Jesus Cristo desagradou ao imperador Diocleciano, da Síria, que perseguia cristãos e teria ordenado a morte dos irmãos depois que eles se recusaram a negar a crença religiosa. No século VI, a dupla foi reconhecida como santa pelo Papa Félix IV.

Na cultura popular carioca, os santos são celebrados em 27 de setembro. A Igreja Católica marca a data em 26, após uma mudança decidida pelo Vaticano durante uma reforma de 1969, já que São Vicente de Paulo também é comemorado em 27 de setembro.

Objetos deixados por devotos

A chamada Sala dos Milagres surgiu depois que a Paróquia de São Cosme e São Damião passou a receber muitos ex-votos — objetos associados a pedidos atendidos ou a livramentos atribuídos aos santos. Entre eles estão partes do corpo reproduzidas em cera, uma roupa infantil e veículos de brinquedo.

A cadeirinha de um bebê foi deixada no local por uma mãe que sofreu uma colisão enquanto dirigia pela Avenida Brasil. O assento com a criança foi lançado para fora do carro e parou às margens da via. De acordo com o relato levado à igreja, o menino e a cadeirinha permaneceram intactos.

Maria Torres Barbosa, aposentada de 77 anos e voluntária da loja da igreja desde 2025, ajuda a cuidar do espaço. Ela contou que a mãe acendeu velas, pediu a celebração de uma missa e deixou o assento na paróquia. “A criança não teve problema nenhum”, disse Maria.

A sala também guarda roupas e objetos relacionados a outros relatos. Uma vestimenta infantil nas cores verde, vermelha e branca foi colocada em um menino que sobreviveu a uma cirurgia de alto risco. Os responsáveis levaram a criança à igreja com a roupa e depois deixaram a peça como agradecimento.

Relatos no livro da paróquia

O Livro de Registro de Milagres reúne centenas de histórias, incluindo a de uma devota que atribuiu a Cosme e Damião a cura da visão do filho. O menino tinha 4 anos e, conforme o depoimento registrado em setembro de 2021, não precisou passar por cirurgia. Como agradecimento, a mãe deixou uma vela de 80 cm e um olho de cera.

A proximidade com o Hospital Federal do Andaraí também aparece nos relatos reunidos no espaço. A paróquia é vizinha de muro da unidade, e há representações de cera de garganta, coração, pés, braços, cabeça e estômago, entre outras partes do corpo. Alguns objetos foram deixados por pessoas que receberam alta do hospital.

Maria afirma ainda que uniformes de cursinho usados por quem passou no vestibular de medicina e brinquedos levados por pessoas que escaparam de acidentes de trânsito aparecem entre os itens da sala. Embora não tenha deixado objetos nem escrito um relato no livro, ela diz guardar graças atribuídas aos santos.

Moradora do Andaraí desde 1980, a aposentada contou que fraturou um osso da bacia, ficou 12 dias na CTI e voltou a andar em um mês, apesar da previsão médica de quatro meses sem caminhar. Ela também atribui aos santos a recuperação de uma fratura no ombro e afirma que conseguiu se recuperar antes dos festejos de setembro para ajudar na organização das celebrações.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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