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Defesa de Verônica Costa pede revisão criminal com base em registro de 2010

Ex-vereadora teve a prisão mantida após audiência em Benfica; fundamentos da decisão não foram divulgados por causa do segredo de justiça.

Defesa de Verônica Costa pede revisão criminal com base em registro de 2010

A defesa de Verônica Costa apresentou um pedido de revisão criminal baseado em um boletim de ocorrência registrado em 2010, no qual a ex-vereadora relatou agressões físicas, violência psicológica, ameaças com arma de fogo e retirada de dinheiro destinado à campanha eleitoral.

O documento é apontado pela nova defesa como parte essencial da análise do caso. Na avaliação da advogada Maíra Fernandes, os acontecimentos anteriores ao episódio que resultou na condenação precisam ser considerados pelo Judiciário, especialmente porque a medida protetiva solicitada por Verônica não foi concedida.

“Não podemos analisar o que aconteceu em 2010 como se toda a estrutura existente hoje estivesse disponível naquela época”, afirmou Maíra. Segundo os documentos anexados ao pedido, Verônica procurou uma delegacia e pediu proteção de urgência. A defesa afirma que, meses depois, ela voltou a ser agredida e roubada pelo ex-marido.

Prisão mantida

Conhecida como Mãe Loira do Funk, Verônica foi presa na quinta-feira, em Petrópolis, na Região Serrana. A Justiça manteve a custódia depois da audiência realizada neste sábado, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

Os fundamentos da decisão não foram divulgados. O processo tramita sob segredo de justiça, e a ata da audiência não está disponível para consulta pública.

A defesa sustenta que o histórico de violência doméstica registrado no boletim deve ser considerado na revisão criminal. O documento também menciona um episódio em que o então marido teria apontado uma arma para a cabeça de Verônica em uma roleta-russa.

De acordo com a advogada, familiares encontraram a ex-vereadora machucada e em estado de desespero e reagiram ao presenciarem a situação. A defesa afirma que não considera legítima a reação física dos parentes, mas argumenta que o episódio precisa ser examinado dentro do contexto de violência relatado e da falta de proteção estatal existente à época.

Maíra Fernandes também declarou que o processo não deve ser avaliado apenas a partir do episódio final. Para a advogada, Verônica havia procurado o Estado antes, registrado as agressões e pedido proteção, mas retornou ao ambiente em que dizia sofrer violência após ter o pedido negado.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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