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Brasil

Flávio Bolsonaro é vaiado após atacar CNBB e usar Nossa Senhora na campanha

Senador acusou integrantes da CNBB sem apresentar provas e depois passou a explorar a imagem de Nossa Senhora Aparecida na disputa eleitoral.

ACREDITA NELE? Flávio Bolsonaro ataca Igreja Católica e segura Nossa Senhora pra conseguir votos

Flávio Bolsonaro passou a usar a imagem de Nossa Senhora Aparecida na comunicação de sua campanha presidencial depois de atacar a Igreja Católica e acusar integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ajudar o PT a disseminar uma suposta informação falsa contra sua candidatura. A mudança ocorreu em meio a manifestações de rejeição ao senador em atos eleitorais.

No Centro de São Paulo, Flávio foi recebido com vaias e gritos de “fariseu” e “mentiroso”. A sequência também incluiu um episódio no Brás, onde um gerador instalado em um carro de som pegou fogo por volta das 11h10, durante um ato de campanha. O equipamento foi substituído, e a mobilização continuou.

Acusação contra a CNBB

No domingo (27), Flávio afirmou que o PT teria conseguido espalhar a informação com a ajuda de “gente de dentro da CNBB”. O candidato não apresentou documentos, nomes ou evidências para sustentar a acusação.

A CNBB negou ter produzido, autorizado ou participado da elaboração e divulgação de informações falsas relacionadas às eleições. Em nota, a entidade declarou que “a mentira não se combate com outra mentira” e afirmou que acusações sem fatos ou provas atingem injustamente a instituição. Também disse não fazer parte de estruturas político-partidárias.

Ao comentar a reação da entidade, Flávio afirmou que a nota da CNBB teria confirmado como falsa a informação de que Nossa Senhora Aparecida deixaria de ser a Padroeira do Brasil. Ele também acusou o PT e setores da esquerda de ampliarem a circulação do conteúdo, citando Janja e Simone Tebet.

Nossa Senhora na disputa eleitoral

A controvérsia ganhou força após uma declaração do próprio candidato. Em agosto, Flávio disse que, caso fosse eleito presidente, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.

A informação de que ele poderia apoiar a retirada do título de Padroeira do Brasil foi posteriormente negada pelo senador, que classificou o conteúdo como fake news. O projeto de lei associado a parte da confusão havia sido apresentado em 2007 e arquivado em 2008.

Depois de entrar no centro do debate religioso e atacar adversários por causa do episódio, Flávio passou a incorporar Nossa Senhora Aparecida à sua comunicação eleitoral. A imagem da santa passou a ser usada em uma disputa política na qual o candidato procura se apresentar como defensor do cristianismo.

Rejeição em ato no Brás

O incêndio no carro de som ocorreu enquanto Ricardo Nunes discursava e antes da chegada de Flávio ao local. O fogo interrompeu os discursos, e a origem do incidente não havia sido esclarecida inicialmente.

Vídeos e relatos sobre a caminhada também registraram manifestações de rejeição ao senador no Brás. As pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostravam um cenário competitivo e oscilante entre os principais candidatos.

A sequência de episódios colocou no centro do debate a estratégia religiosa da campanha: Flávio classificou como fake news uma informação que considerou prejudicial, acusou a CNBB de participar da disseminação do conteúdo sem apresentar provas e, depois, passou a explorar a imagem de Nossa Senhora Aparecida na reta final da eleição.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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