Não existe uma idade certa para uma criança participar de uma festa do pijama. O momento adequado é aquele em que ela e a família se sentem seguras para a experiência. Uma criança com 10 anos pode estar preparada, enquanto outra da mesma idade ainda pode não se sentir confortável — e isso precisa ser respeitado.
Antes de decidir, os pais devem observar se a criança consegue dormir sem a presença deles, se já passou algumas horas ou um período maior longe da família sem sofrimento e se sabe pedir ajuda quando algo a incomoda. Também é importante avaliar se ela consegue dizer “não”, procurar um adulto de confiança, conhece a família anfitriã e realmente quer participar, em vez de ir apenas porque os amigos estarão presentes.
Combinados antes da festa
Os responsáveis precisam saber quem estará na casa, quais adultos estarão presentes e se haverá adolescentes ou pessoas desconhecidas para a criança. Ela também deve ser orientada sobre como acionar um adulto de confiança caso precise de ajuda.
Uma regra essencial é deixar claro que ela pode ligar a qualquer hora se quiser ir embora. A conversa deve incluir limites corporais: ninguém pode obrigá-la a trocar de roupa diante de outras pessoas, tocar em seu corpo ou pedir que guarde um segredo. O tema pode ser abordado de maneira clara, sem transformar a festa em uma conversa assustadora.
A família que receberá a criança deve conhecer alergias, medicamentos e restrições alimentares. Sono, alimentação e a adaptação a um ambiente diferente também merecem atenção, já que cansaço e muita excitação podem causar irritação, ansiedade ou dificuldade para dormir.
Se crianças maiores usarem celulares ou outros dispositivos, os pais devem combinar regras para vídeos, jogos, redes sociais, fotografias e exposição da imagem de quem estiver dormindo.
A confiança dos pais
Mesmo quando a criança está pronta, os pais podem não estar. Deixar o filho dormir na casa de amigos exige confiança na criança, na família anfitriã e no processo de permitir que ela viva experiências sem a presença dos responsáveis.
Em um vídeo sobre festas do pijama, a atriz Daniele Suzuki relata situações de violência sexual contra crianças e afirma que esses casos acontecem com pessoas próximas das famílias. Por isso, a prevenção inclui conversa, orientação e ferramentas para reconhecer e reagir a situações de perigo, sem impedir que a criança conviva com os amigos e descubra o mundo.
Preparar a criança, alinhar os combinados com os outros pais e manter um canal aberto para qualquer pedido de ajuda são medidas que podem tornar a experiência mais segura.



