As buscas por Gabriella Querino Elorriaga chegaram ao quarto dia na região da ilha de Tessera, na lagoa de Veneza. A brasileira desapareceu depois que a pequena embarcação em que estava com o marido afundou após uma colisão com um táxi aquático.
Bombeiros de Veneza trabalham com mergulhadores e uma embarcação equipada com sonar, enviada de Pádua. Um helicóptero e drones também participam da operação. A água turva, as diferentes profundidades e as correntes provocadas pelas marés dificultam a localização de Gabriella. As equipes ampliaram a procura para áreas próximas ao ponto do acidente, com ações na superfície e pelo ar.
No sábado à noite, uma bolsa com documentos e objetos pessoais da brasileira foi encontrada perto do local. O item reforça a informação de que ela estava no barco no momento da colisão. A família de Gabriella deve viajar para a Itália para acompanhar os trabalhos.
Investigação sobre a colisão
O acidente aconteceu por volta das 5h30 de sábado (12), no canal de Tessera, próximo ao Aeroporto Marco Polo. Gabriella, natural de Ribeirão Preto (SP), morava na ilha de Burano e seguia com Sean Michieli para San Giuliano, no continente. O italiano havia deixado a ilha para buscar isca para pesca.
Michieli, de 25 anos, foi retirado da água e levado ao Hospital Sant'Angelo, em Mestre, com traumatismo craniano grave. Depois de passar por duas cirurgias, ele morreu. A confirmação ocorreu na noite de domingo (13).
O Ministério Público de Veneza investiga o condutor do táxi aquático por suspeita de homicídio culposo náutico. Uma reconstituição preliminar da polícia indica que a embarcação, com cerca de 4,5 toneladas, atingiu o barco do casal em alta velocidade.
“Eles cruzaram no escuro, não consegui evitar”, teria declarado o condutor aos investigadores. Ele é, até o momento, a única testemunha direta conhecida do acidente. Não há imagens de câmeras de segurança que tenham registrado a colisão.
A promotora Daniela Moroni determinou uma autópsia no corpo de Michieli. Também serão feitos exames técnicos nos dois barcos, com análise dos cascos e dos danos para tentar estabelecer a velocidade, o sentido da navegação, as trajetórias e o ponto exato do impacto.
O vice-prefeito de Veneza, Simone Venturini, manifestou solidariedade às famílias e afirmou que as buscas por Gabriella continuam. A circulação de táxis aquáticos no canal foi interrompida por algumas horas e depois parcialmente retomada.




