André Marinho, candidato do Novo ao governo do Rio, afirmou que pretende criar um intercâmbio entre órgãos de segurança brasileiros e americanos caso seja eleito. A proposta envolveria DEA, CIA, Bope, Core e Choque. Ele também defendeu uma Controladoria-Geral Independente, com um responsável apelidado de “secretário do Vai dar Merda”, para evitar que o governador seja capturado por interesses partidários, privados e pouco republicanos.
O candidato foi o terceiro sabatinado pela Ema Jurema. A conversa ocorreu no comitê de campanha instalado no Instituto Brando Barbosa, no Jardim Botânico. O espaço fica próximo da antiga mansão emprestada por Paulo Marinho, pai de André e suplente de Flávio Bolsonaro no Senado, para servir como base de Jair Bolsonaro em 2018.
Relação com os Bolsonaro
André Marinho disse não ter entendido o afastamento em relação aos Bolsonaro. Ele afirmou que nunca houve expectativa de uma relação para além da campanha, mas que esperava manter uma boa convivência. Também contou que Flávio Bolsonaro o procurou há dois anos para uma reconciliação.
Sobre a disputa dentro da direita, declarou que aprendeu a estender a mão para quem está na baixa e atribuiu parte da força do campo político ao trabalho feito em 2018. O candidato do Novo ainda classificou Douglas Ruas, do PL, como “terceiro reserva”.
Marinho explicou que a previsão de reduzir o IPTU em seu plano de governo foi um erro, já que o documento ainda estava em revisão e acabou sendo protocolado com uma proposta municipal.
Segurança e campanha
O candidato negou a possibilidade de convocar o Exército americano para atuar no Rio. Segundo ele, o caminho seria estabelecer cooperação institucional entre as forças de segurança. Marinho também disse ter sondado a possibilidade de ir à Vila Kennedy, mas recebeu uma contrarrecomendação.
Na entrevista, afirmou que a Vila Kennedy surgiu na Aliança para o Progresso e mencionou uma escola que teria virado ponto de endolação de droga. Para ele, a cidade só se torna violenta quando é abandonada.
André Marinho também falou sobre a irmã, Giulia Be, a namorada Roberta e o casamento da cantora, que terá a presença dos Kennedy. Em tom bem-humorado, citou ainda o comércio de Nova Iguaçu como um lugar para comprar barato no estado e disse preferir feijão por cima do arroz.



