O São Paulo encaminhou um acordo com o Novorizontino para quitar o débito pela contratação de Djhordney e evitar o bloqueio de registros previsto nas regras de fair play financeiro. A negociação ainda depende de ajustes burocráticos entre as diretorias e deve ser apresentada à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) na próxima segunda-feira, 28 de setembro.
A previsão é que os valores sejam pagos até o fim desta temporada. O acordo foi feito para impedir a aplicação de um transfer ban pela agência, responsável pela fiscalização do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF) no Brasil.
Origem da dívida
Djhordney foi formado no Novorizontino, passou pela base do Palmeiras e chegou ao São Paulo antes de subir ao elenco profissional. Em julho, o clube de Novo Horizonte denunciou à ANRESF o atraso no pagamento. Naquele momento, o São Paulo devia R$ 600 mil, referentes a três parcelas, de um total de R$ 1 milhão pela operação.
A agência havia intimado o São Paulo a quitar o débito em 10 dias úteis. Como não houve comprovação de pagamento, foi determinado o pagamento integral, com juros e correção monetária, no prazo de 45 dias.
O meia soma nove jogos pelo time profissional do São Paulo em 2026 e ganhou espaço na reta final da temporada com Dorival Júnior. Durante a pausa da Copa do Mundo, em julho, ele também atuou pelo sub-20 no Brasileirão da categoria.
A ANRESF informou que as obrigações assumidas a partir de 1º de janeiro de 2026 estão sujeitas às sanções do RSSF. Como o acordo entre São Paulo e Novorizontino foi celebrado em janeiro, o caso seguiu o regime pleno, e não o de transição.
A agência afirmou que os casos anteriores foram encerrados após quitação ou repactuação. A decisão envolvendo o São Paulo é a primeira a aplicar o bloqueio de registro por falta de pagamento de dívida. No comunicado, a ANRESF disse que dificuldades financeiras não afastam a caracterização do atraso e que propostas recusadas pelo credor não substituem o acordo escrito exigido.



