O Santos avalia buscar um novo patrocinador para o espaço principal da camisa enquanto a Novibet estiver fora do uniforme. A diretoria afirma estar aberta a oportunidades no mercado, mas deve analisar eventuais propostas depois de uma definição mais clara sobre os efeitos da medida provisória que proibiu as casas de apostas no Brasil.
A parceria com a Novibet foi suspensa temporariamente, e a empresa não aparecerá na camisa do Santos no duelo com o São Paulo, nesta sexta-feira, pelo Campeonato Brasileiro. O contrato, porém, continua válido, e a exposição da marca pode ser retomada enquanto a medida estiver em vigor.
A decisão interrompe as ações de marketing e as propriedades da empresa ligadas ao clube. Além do patrocínio principal, a Novibet participava de uma ação pontual na camisa: o “N” colocado antes do nome dos jogadores também levava a marca. Neymar era um dos casos envolvidos.
Valores previstos no contrato
O acordo foi firmado no início do ano, em fevereiro, com duração de três anos. O Santos receberia R$ 35 milhões por ano em uma parcela fixa, além de valores relacionados à movimentação da torcida na plataforma.
O clube também teria direito a 25% do faturamento gerado pelos novos santistas na Novibet. A estimativa inicial era de que essa parcela alcançasse outros R$ 50 milhões por temporada, elevando o potencial anual do vínculo a R$ 85 milhões. O contrato ainda previa bonificações por metas esportivas.
Prazo para retirada das marcas
O Santos é o primeiro clube do futebol brasileiro a suspender uma parceria com uma empresa de apostas após a entrada em vigor da nova determinação. Os clubes do país têm até 5 de outubro para retirar de suas propriedades os materiais publicitários e os sinais de patrocínio ligados às bets.
Em 17 de setembro, clubes e entidades haviam divulgado um manifesto pela manutenção do mercado regulado de apostas. O documento citava o impacto financeiro de uma eventual proibição, o risco de crescimento do mercado clandestino e a necessidade de reforçar a fiscalização e a proteção aos apostadores.
O Flamengo, que tem o maior patrocínio máster do país com a Betano, não deve contar com outro parceiro. Essa foi a posição defendida pelo presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista.



