A primeira convocação de Carlo Ancelotti à frente da seleção brasileira após a eliminação na última Copa do Mundo foi recebida na Europa como o início de uma nova etapa. O principal ponto destacado foi a reformulação do grupo, com 16 mudanças em relação ao elenco que disputou o Mundial.
A lista foi preparada para os amistosos de setembro e outubro. O Corinthians foi o clube que mais forneceu jogadores, com Hugo Souza, Matheuzinho e Bruno Bidon. O Flamengo, atual líder do Campeonato Brasileiro, teve dois representantes: Pedro e Samuel Lino.
Entre os nomes que permaneceram da última Copa, Vini Jr., do Real Madrid, e Raphinha, do Barcelona, aparecem como referências para a equipe de Ancelotti. A avaliação dos jornais europeus é de que o treinador iniciou a formação de uma nova geração para o próximo ciclo da seleção.
A repercussão também relacionou o trabalho de Ancelotti à preparação para a Copa de 2030. A leitura apresentada foi de que o técnico terá quatro anos para construir o time, período maior do que o disponível na preparação para a Copa de 2026.
Samuel Lino ganha destaque
Samuel Lino recebeu atenção especial na cobertura feita em Portugal. O atacante do Flamengo foi apontado como uma das surpresas da convocação e teve sua passagem pelo Gil Vicente lembrada. O jogador também foi descrito como o principal nome do clube nos últimos meses, com gols decisivos.
A renovação foi associada à tentativa de recuperar o futebol brasileiro, que não conquista a Copa do Mundo desde 2002, na edição realizada na Coreia e no Japão. Na ocasião, a seleção era comandada por Luiz Felipe Scolari.
A eliminação mencionada na repercussão europeia ocorreu nas oitavas de final da última Copa, com derrota para a Noruega. Para os jornais, a nova fase de Ancelotti começa com a aposta em jovens e a manutenção de jogadores considerados protagonistas.



