A força dos clubes brasileiros nas decisões recentes da Libertadores levou Mauro Beting a defender a recuperação dos rivais estrangeiros. Para o colunista, uma competição com mais equilíbrio entre os países também beneficia o mercado interno e amplia o nível dos confrontos.
Beting reconhece que torcedores costumam preferir a derrota dos adversários à vitória do próprio time. Ele afirma, porém, que as rivalidades locais não perdem importância quando os clubes sul-americanos passam a competir em melhores condições. Na avaliação apresentada, enfrentar equipes fortes é um caminho para o crescimento dos grandes times.
O colunista cita a final de 2018, entre Boca e River, como exemplo de decisão que gostaria de voltar a ver. Ao mesmo tempo, faz um contraponto ao domínio brasileiro registrado de 2020 a 2022 e novamente desde 2024, períodos em que apenas clubes do Brasil chegaram às decisões mencionadas. Arrascaeta e Gustavo Gómez aparecem como exemplos de estrelas que atuam por equipes brasileiras, apesar de terem origem no futebol de língua espanhola.
Uma América desequilibrada
A análise também recorre a Eduardo Galeano, escritor uruguaio associado ao futebol e autor de “Veias Abertas da América Latina”, de 1971. A partir de uma frase do livro — “A pobreza da humanidade é consequência da riqueza da terra” —, Beting relaciona a escassez dos rivais estrangeiros à concentração de recursos no mercado brasileiro.
Em tom de ironia, o texto menciona uma hipótese sobre Paulo Figueiredo, Donald Trump, a Conmebol e uma possível troca do nome da Libertadores para “Libertadores do Brasil”. Também cita a especulação de que Trump desejaria chamar a Copa do Mundo de 2030 de Copa da América, com eventual apoio de Infantino e da Fifa. A possibilidade é apresentada como imaginária.
O material ainda registra a homenagem de Mauro Beting a Claudio Carsughi, jornalista que morreu aos 93 anos. Beting conviveu com Carsughi.



