O Maracanã vai receber 58 partidas até o fim de setembro de 2026, número que ajuda a explicar a discussão sobre o desgaste do campo. O estádio terá a maior movimentação entre os locais usados no Brasileirão: o Mineirão, em Belo Horizonte, aparece na sequência, com 29 jogos a menos.
O Consórcio de Flamengo e Fluminense, responsável pela gestão do estádio, informou que fará a substituição do gramado a partir de 2027. A Bermuda Celebration dará lugar à Celebration Hydrid, espécie escolhida por apresentar maior resistência.
Condições do campo
Flamengo, Fluminense e outras equipes que jogaram no Maracanã criticaram a situação do gramado neste ano. Em reunião realizada nesta sexta-feira, 11, Fred Nantes, CEO do estádio, reconheceu que o campo está abaixo dos padrões esperados.
“A gente reconhece que não está na qualidade que gostaria. É nítido”, afirmou Nantes. O executivo também defendeu que a avaliação seja feita com base em dados técnicos.
Entre os fatores apresentados na reunião para a piora da grama estão um inverno mais quente, as fortes chuvas, a densidade vegetal e a atividade fisiológica do solo. A quantidade de partidas foi apontada como outro elemento relevante para o desgaste.
“Realmente, o número de jogos é um capítulo extremamente importante”, disse Fred Nantes. De acordo com ele, a diferença na utilização do Maracanã em comparação com outros estádios é significativa.
A troca será feita depois do encerramento da Série A do Campeonato Brasileiro, em dezembro. Até lá, o estádio seguirá recebendo partidas. O próximo compromisso está marcado para domingo, 13, às 17h30, no confronto entre Flamengo e Corinthians.



