Dorival Júnior vive seu pior momento à frente do São Paulo. Em sua terceira passagem pelo clube, iniciada em 15 de maio deste ano, o técnico soma quatro vitórias, seis empates e seis derrotas em 16 partidas, com aproveitamento de 37,5%.
O desempenho é inferior ao dos antecessores Roger Machado e Hernán Crespo no São Paulo em 2026. Roger também comandou a equipe em 16 jogos, com sete vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Crespo, por sua vez, teve oito vitórias, dois empates e quatro derrotas em 14 partidas.
Situação do São Paulo
A equipe chegou a oito jogos consecutivos sem vencer no Campeonato Brasileiro. Após a eliminação para o Boca Juniors nas quartas de final da Copa Sul-Americana, o Brasileirão passou a ser o único compromisso restante do São Paulo na temporada.
O time ocupa a 11ª posição, com 33 pontos, cinco acima do Vasco, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento. Em outro momento da competição, a equipe chegou a ficar apenas três pontos à frente do Z-4.
Dorival assumiu o cargo depois da saída de Roger Machado, com a missão de reorganizar um time que já enfrentava dificuldades. Na Sul-Americana, o São Paulo avançou até as quartas de final, mas deixou a competição depois do empate por 1 a 1 com o Boca Juniors no MorumBis. O treinador também não conseguiu evitar a eliminação para o Juventude na Copa do Brasil.
Histórico de Dorival no clube
Na primeira passagem pelo São Paulo, em 2017, Dorival registrou 17 vitórias, 12 derrotas e 11 empates. Contratado em caráter emergencial, ajudou o time a escapar da zona de rebaixamento e terminar o Campeonato Brasileiro na 13ª colocação. Ele deixou o clube no começo do ano seguinte.
O retorno seguinte aconteceu cinco anos depois e terminou com o título da Copa do Brasil, encerrando uma fila histórica do São Paulo na competição. Apesar do desempenho abaixo no Brasileirão, com a equipe novamente na 11ª posição, Dorival permaneceu no cargo até sair no começo de 2024 para assumir a seleção brasileira.
Crespo deixou o São Paulo no início de março, após um período marcado por declarações que causaram incômodo interno. O argentino defendeu que o clube deveria buscar 45 pontos no Brasileirão para evitar uma disputa contra o rebaixamento e depois admitiu ter errado na forma de comunicar a meta. Roger assumiu na sequência, mas saiu em maio, após a eliminação para o Juventude nas quinta rodada da Copa do Brasil.



