SÃO PAULO — O Centro de Treinamento Paralímpico se tornou uma das bases da evolução do Brasil no esporte adaptado. Inaugurado em maio de 2016, o complexo reúne preparação esportiva, hospedagem, alimentação, recuperação física e acompanhamento científico em um mesmo espaço.
A estrutura foi construída para preparar os atletas para a Rio-2016 e fica no quilômetro 11,5 da Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo. Com 95 mil metros quadrados de área construída, o local tem instalações indoor e outdoor para treinamentos, competições e intercâmbios em 20 modalidades paralímpicas.
O CT conta com 300 leitos e recebe mais de 2 mil pessoas por mês. O espaço é a base das seleções brasileiras paralímpicas e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), além de sediar eventos olímpicos. A manutenção é responsabilidade do CPB, que venceu, em 2017, a concorrência pública aberta pelo Governo do Estado.
O investimento na construção foi de R$ 114 milhões do Governo do Estado e de mais R$ 149 milhões do Governo Federal. O complexo também abriga a formação de novos atletas. Crianças podem começar na escolinha paralímpica, avançar para as seleções de jovens e, depois, chegar à equipe principal.
“Costumo falar que o nosso CT é uma grande fábrica de medalhas”, afirma Yohansson Nascimento, vice-presidente do CPB. O dirigente conquistou seis medalhas paralímpicas — 1 ouro, 3 pratas e 2 bronzes — antes de se aposentar das pistas de atletismo em 2021.
Da formação ao alto rendimento
Entre os exemplos citados por Yohansson está a nadadora Alessandra Oliveira. Ela frequentava o CT desde criança, inicialmente como recreação, e depois se tornou campeã mundial e recordista mundial nos 100 metros peito.
Na Rio-2016, o Brasil conquistou 72 medalhas: 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes. Foi o maior número de pódios do país até então. Em Paris-2024, a delegação brasileira alcançou 88 medalhas e terminou na quinta posição do quadro geral.
O Brasil soma 461 medalhas paralímpicas. O objetivo do CPB é conquistar a medalha de número 500 nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles, daqui a dois anos. Nas últimas três Paralimpíadas, o país ganhou mais de 70 medalhas em cada edição.



