O Corinthians vive um momento de pressão, mas a permanência de Fernando Diniz aparece como a principal alternativa para tentar mudar o cenário. O time acumula seis derrotas seguidas e perdeu cinco dos últimos seis jogos na Neo Química Arena.
Ainda há margem para reação na temporada, mas o clube enfrenta dificuldades no elenco, no mercado e nas finanças. O Corinthians não pode contratar por causa do transfer ban, tem uma base considerada menos rica e convive com uma dívida que chegou perto de R$ 3 bilhões.
A lembrança de Tite
A discussão sobre manter ou demitir um treinador remete ao início de 2011. Depois da eliminação para o Tolima, sem marcar gols, o Corinthians avaliou a saída de Tite. Andrés Sanchez chegou a procurar Muricy Ramalho, que não quis conversar porque ainda havia um técnico no comando.
Sem tempo, dinheiro para rescisão e multa, além de um Dérbi contra o Palmeiras pelo Campeonato Paulista, Andrés decidiu manter Tite por mais um período. O Corinthians venceu o rival no Pacaembu, com atuação destacada de Júlio César e gol de Alessandro, e o treinador permaneceu.
Naquele ano, o time conquistou o título brasileiro. Em 2012, Tite comandou a campanha invicta na Libertadores e o bicampeonato mundial. A situação atual, porém, é considerada diferente: o Corinthians tem menos recursos, um elenco questionado e problemas acumulados fora de campo.
Elenco precisa reagir
O time ainda tem jogadores capazes de mudar o momento, como Yuri Alberto, citado como uma alternativa para marcar os gols que não vêm sendo feitos. Pedro Raul não tem conseguido cumprir essa função, enquanto Gui Negão não pode ser cobrado além do que sua experiência permite.
Memphis Depay e Garro aparecem entre os atletas que precisam entregar mais. A defesa também falha, apesar de contar com nomes como Gustavo Henrique e Iago Machado. Hugo Souza tem crédito, mas também cometeu erros. Bidon chegou à seleção e é apontado como um jogador de qualidade, embora não consiga resolver os problemas sozinho.
Matheuzinho também chegou à seleção, mas não deve ser tratado como referência. Mateus Bidu é visto como melhor do que se imaginava, embora talvez não esteja no nível que parte da torcida passou a esperar.
O problema, segundo a análise apresentada, envolve bons jogadores atuando pouco, atletas limitados no elenco e contratações que não deram retorno. O caso de Rojas é citado como exemplo de uma operação que deixou dívida e contribuiu para o transfer ban.
Duas semanas para tentar a reação
O Corinthians começou 2026 com o título da Supercopa do Brasil contra o Flamengo, em Brasília, mas fez pouco desde então. Em 2025, havia conquistado o Paulista contra o maior rival e a Copa do Brasil, em um trabalho considerado por Dorival Júnior o mais impressionante de sua carreira.
Agora, o objetivo imediato é evitar a queda para a Série A. Ainda há muito campeonato pela frente, mas o clube precisa aproveitar as duas semanas de trabalho para que Fernando Diniz tente reorganizar a equipe.
A permanência do treinador não é apresentada como garantia de recuperação, e sim como a solução disponível neste momento. A avaliação é que uma troca não asseguraria mudança, enquanto alguns jogadores ainda podem alterar o destino do Corinthians dentro de campo.



