LARANJEIRAS — A roupa usada por Luiz Eduardo Baptista, o Bap, durante o velório de Paulo Angioni provocou debate entre torcedores nas redes sociais. O presidente do Flamengo compareceu à sede histórica do Fluminense neste domingo para prestar condolências pela morte do diretor de futebol, mas estava vestindo um casaco do clube rubro-negro.
A entrada nas instalações de clubes com peças de outra equipe é proibida, conforme o estatuto mencionado nas discussões. O tema ganhou ainda mais repercussão porque o casaco era de um rival da mesma cidade.
Reações divididas
As manifestações se concentraram em duas posições. Um grupo considerou que houve desrespeito por parte de Bap e também questionou a falta de rigor da diretoria tricolor em relação ao estatuto do clube. Outros torcedores minimizaram o episódio e avaliaram que se tratava de uma insensibilidade “pequena” diante da morte de uma figura querida no Fluminense e no futebol carioca e brasileiro.
Angioni morreu na madrugada do último sábado, aos 80 anos, enquanto tratava um câncer no pâncreas. Em sua passagem mais recente pelo Fluminense, iniciada em 2018, participou da reconstrução e da montagem do elenco que conquistou a Libertadores de 2023, a Recopa de 2024 e os Campeonatos Cariocas de 2022 e 2023.
O diretor também havia trabalhado no Flamengo e no Vasco. Ao longo da carreira, passou por Bahia, Corinthians e Palmeiras, além de ter sido funcionário da CBF. Na entidade, atuou como supervisor da Seleção Brasileira em 1989 e 1990.



