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Valéria Almeida conta como superou recusa por causa do cabelo e chegou à TV

Apresentadora do Paulistar e suplente do Encontro, Valéria Almeida relembrou a trajetória do jornalismo à televisão.

Valéria Almeida conta como superou recusa por causa do cabelo e chegou à TV

Valéria Almeida, apresentadora do Paulistar, do Carnaval de São Paulo e uma das suplentes do Encontro com Patrícia Poeta, já foi recusada por uma emissora por causa do cabelo. Na época, ela usava um black power e ouviu que deveria deixá-lo crescer e alisá-lo para trabalhar diante das câmeras.

Natural da periferia de Santos, em São Paulo, Valéria havia acabado de se formar em Jornalismo quando recebeu o convite para uma entrevista. A experiência fez com que ela pensasse em seguir outro caminho profissional: a fotografia.

A jornalista passou a trabalhar como fotojornalista na Carta Capital. Foi nesse período que uma ex-colega a indicou para o Profissão Repórter, da Globo. Aos 26 anos, Valéria recebeu um convite de Caco Barcellos para integrar um núcleo feminino de videorreportagem.

A conversa com Caco Barcellos

Antes de aceitar a oportunidade, Valéria quis saber se precisaria mudar a aparência. Ela contou que perguntou ao jornalista se teria de alterar o cabelo caso os dois lados gostassem da conversa. Caco questionou por que isso seria um problema, e ela respondeu: “Se for para me corromper, eu prefiro não começar”.

No dia seguinte à escolha para a vaga, Caco Barcellos contou aos colegas a postura da jovem jornalista. Valéria afirma que todos já conheciam a história quando ela começou a trabalhar. Mesmo 15 anos depois, os dois ainda relembram o episódio nos corredores da Globo.

Hoje, a apresentadora diz que procura abrir portas para outras mulheres negras na televisão. Para ela, depois da contratação e da oportunidade de mostrar o talento, cada profissional pode construir sua própria jornada.

Origem e trabalho na televisão

Criada pelos avós na Baixada Santista, Valéria afirma que uma de suas avós morreu sem saber ler nem escrever. Por isso, ela busca produzir um conteúdo que também contemple pessoas que não tiveram acesso à educação e que têm o direito de compreender o que é dito na televisão.

No Paulistar, programa da Globo de São Paulo, a apresentadora conduz as conversas a partir das experiências vividas pelos participantes. Ela diz que não quer abrir mão de abordar temas sérios e provocar reflexões, mas também valoriza levar informação de maneira leve, usando o entretenimento e a brincadeira para tratar de assuntos profundos.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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