Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, compartilhou uma montagem que reúne imagens de seu neto, Bruninho Samudio, com Hernane, marido dela e figura paterna na criação do garoto. O goleiro tem 16 anos, atua no Botafogo sub-17 e já defendeu a Seleção Brasileira sub-17.
Bruninho é filho biológico de Eliza com o goleiro Bruno Fernandes. Em 2010, quando o menino tinha quatro meses, Bruno tirou a vida de Eliza. Na ocasião, ela exigia o reconhecimento da paternidade e o pagamento de pensão para o filho.
Desde então, Bruninho foi criado por Sônia. Hernane também participou da formação do garoto e passou a ser considerado por ele como seu pai verdadeiro. Ele morreu há alguns anos, mas continua presente nas lembranças compartilhadas pela família.
Ao publicar a montagem, Sônia afirmou que Hernane esteve ao lado de Bruninho em treinos, machucados, dificuldades e vitórias. “Você foi o pai que Deus escolheu, presente em cada momento, em cada vitória”, escreveu a avó.
Ela também declarou que o marido acompanhava cada conquista esportiva do garoto e que a saudade é lembrada diariamente. Para Sônia, Hernane foi pai e avô e deixou um legado que aparece na trajetória de Bruninho.
Rotina no futebol
Sônia contou que ainda cuida das encomendas esportivas do neto. Entre os itens recebidos, estão luvas usadas pelo goleiro do Botafogo. Ela também publicou imagens relacionadas à participação de Bruninho em uma conquista no sul-americano pela Seleção Brasileira e à defesa de um pênalti contra a Argentina.
A avó disse que o neto é querido por muitas crianças e afirmou que costuma guardar uma luva para presentear algum admirador dele. “É amor, amor é transformador, transforma o ser humano”, declarou.
Desde que tirou a vida de Eliza, Bruno não voltou a ver Bruninho. A pensão que deveria pagar ao filho também está atrasada, conforme o relato.
Recurso de Bruno é negado
Nesta sexta-feira (04), a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou o recurso apresentado pela defesa de Bruno. O pedido era para que ele voltasse a cumprir a pena no regime aberto.
A liberdade condicional do goleiro havia sido revogada no dia 5 de março pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após o descumprimento de regras do regime aberto. Bruno ficou preso de 2010 a 2019, quando passou ao regime semiaberto. Em 2023, foi para o regime aberto.
Depois, um juiz determinou seu retorno à prisão porque ele viajou para o Acre em 15 de fevereiro sem autorização judicial para jogar pelo Vasco-AC.



