O quati é um mamífero da família Procyonidae, a mesma dos guaxinins. Entre as espécies encontradas no Brasil está o quati-de-cauda-anelada (Nasua nasua), presente em diferentes regiões da América do Sul. De porte médio, ele chama atenção pelo focinho comprido e móvel e pela cauda longa, geralmente marcada por anéis.
O focinho é uma das principais ferramentas do animal. Com a estrutura flexível e o olfato desenvolvido, o quati investiga o solo, folhas caídas, troncos e outros locais à procura de alimento. As patas dianteiras, equipadas com garras fortes, ajudam a escavar e a mexer em materiais no chão.
A cauda também tem uma função importante. Além dos anéis, ela contribui para o equilíbrio durante a movimentação sobre galhos e em áreas mais altas. Em algumas espécies, pode alcançar comprimento próximo ao do próprio corpo e costuma permanecer erguida em determinados deslocamentos.
Embora procure comida principalmente no chão, o quati é um bom escalador. As patas e as garras favorecem a subida, enquanto a anatomia dos membros posteriores permite que o animal desça dos troncos com a cabeça voltada para baixo. As árvores podem servir como locais de descanso, reprodução e proteção.
Organização social e alimentação
Os quatis têm hábitos principalmente diurnos e costumam passar o dia em busca de alimento. Fêmeas, filhotes e indivíduos jovens geralmente vivem em grupos, uma organização que oferece proteção aos mais novos e favorece a interação entre os integrantes. A comunicação ajuda a manter o contato durante os deslocamentos.
Já os machos adultos costumam viver sozinhos e se aproximam dos grupos principalmente no período reprodutivo. Após o acasalamento, retomam a rotina independente.
Onívoros, os quatis consomem alimentos de origem vegetal e animal. Frutas e invertebrados fazem parte da dieta, que também pode incluir ovos, insetos, aranhas, pequenos répteis, roedores e outros animais de pequeno porte. Ao comer frutos e percorrer diferentes áreas, eles podem contribuir para a dispersão de sementes.



