O Programa do Ratinho completa 28 anos no SBT nesta terça-feira (8). Desde a estreia, em 1998, a atração comandada por Carlos Massa, conhecido como Ratinho, passou por diferentes formatos sem deixar o apresentador como figura central.
Para Cezar Scarpato, diretor do programa, a permanência no ar está ligada à capacidade de Ratinho de se adaptar a propostas distintas sem abandonar a própria identidade. O apresentador já conduziu entrevistas com candidatos à Presidência, conversas sérias, jogos, atrações de entretenimento e momentos de improviso.
“Eu sempre observei muito essa forma eclética de ele trabalhar perante as câmeras”, afirmou Scarpato. O diretor também ressaltou a relação do comunicador com a audiência, marcada por uma linguagem simples e pela interação direta com o público.
Formatos e transmissão ao vivo
Ao longo da trajetória, o programa reuniu humor, música, entrevistas, jogos e outros segmentos. Personagens como Caroço, Azeitona, Xaropinho, Bailarino e Pedro de Lara (1925-2007) fizeram parte da história da atração. O palco também recebeu nomes como Hebe Camargo (1929-2012), Ronald Golias (1929-2005) e Pelé (1940-2022).
Entre os quadros incorporados ao programa estão Wall Duet Brasil, Gol Show, Dez ou Mil, Ratinho Livre e Jornal Rational. Scarpato relaciona o Gol Show à história do SBT e afirma que a ideia nasceu de Silvio Santos (1930-2024). Para o diretor, o quadro representa uma marca associada ao fundador da emissora.
A transmissão ao vivo é outro ponto destacado por Scarpato. Sem edição ou cortes, Ratinho precisa conduzir diferentes situações no momento em que elas acontecem, característica que também expõe o apresentador a críticas nas redes sociais por declarações consideradas preconceituosas.
Mais recentemente, Ratinho foi criticado por chamar o cantor Tiago Piquilo de “viado” ao comentar o novo visual do artista. Na ocasião, disse que não tinha intenção de ofender e afirmou que sempre tratou com respeito as pessoas que participam do programa.
A atração segue exibida de segunda a sexta-feira no SBT. Para Scarpato, a longevidade depende menos da repetição de uma fórmula e mais da disposição para reformular o programa quando necessário. “A palavra é se reinventar e ser tão eclético como ele é”, declarou.



