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Maria Casadevall retoma peça sobre invisibilidade feminina e autoritarismo

Atriz volta aos palcos com Um Dia Muito Especial, montagem que terá apresentações em São Paulo e temporada até janeiro de 2027.

Maria Casadevall retoma peça sobre invisibilidade feminina e autoritarismo

Maria Casadevall volta aos palcos com Um Dia Muito Especial, peça que marcou o retorno da atriz ao trabalho após cerca de três anos afastada. A montagem, realizada ao lado de Reynaldo Gianecchini, terá novas sessões em São Paulo e depois seguirá para uma temporada de despedida.

As apresentações no BTG Pactual Hall acontecem nos dias 7 e 8 de setembro de 2026, às 20h, dentro da programação do novo Festival de Teatro de São Paulo. Na sequência, o espetáculo ocupa o Teatro Renaissance de 30 de outubro a 20 de dezembro de 2026, com retorno entre 8 e 31 de janeiro de 2027.

A volta ao teatro

Maria estreou profissionalmente nos palcos e considera simbólico ter escolhido o teatro para retomar a carreira depois do período distante. “Retornar pela via do teatro, que foi por onde eu entrei, me parecia muito simbólico”, afirmou a atriz.

A peça é uma adaptação do filme homônimo de Ettore Scola, lançado em 1977. Além da relação afetiva com a obra, Maria se interessou pelo equilíbrio entre entretenimento e reflexão proposto pela montagem.

Na história, ela interpreta Antonietta, mulher da classe trabalhadora e mãe de seis filhos, submetida ao marido na Itália fascista de 1938. Os acontecimentos se passam em 6 de maio, durante a visita de Adolf Hitler a Benito Mussolini.

Enquanto os moradores do prédio deixam suas casas para acompanhar a celebração política, Antonietta permanece no local para cuidar da família e cumprir as tarefas domésticas. A personagem vive uma rotina marcada pela falta de autonomia, embora seja responsável por organizar o funcionamento da casa.

Encontro que muda a rotina

A rotina de Antonietta é interrompida pelo encontro com Gabriele, papel de Gianecchini. Recém-demitido da rádio onde trabalhava por ser homossexual e ameaçado de perseguição, ele fica no prédio enquanto os demais moradores participam da celebração.

As conversas entre os dois revelam frustrações, sonhos e solidão. Para Maria, a aproximação permite discutir a condição feminina tanto no contexto retratado quanto no presente. “Ainda permanecemos invisibilizadas de alguma forma”, disse.

O filme foi produzido na década de 1970, quando o fascismo era visto como uma experiência que não deveria voltar a acontecer. A atriz avalia que a peça recupera essa história para reforçar a necessidade de impedir sua repetição e mostrar como determinados ciclos podem reaparecer.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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