Duas ex-funcionárias de Julio Iglesias apresentaram uma nova ação na Justiça espanhola contra o cantor. Elas são representadas pela Women’s Link Worldwide e relatam agressão sexual, assédio e trabalho forçado durante o período em que trabalharam em propriedades do artista.
A organização afirma que os episódios teriam ocorrido em 2021, nas Bahamas e na República Dominicana. As acusações envolvem situações contínuas de assédio, agressões sexuais e condições de trabalho forçadas e degradantes.
Novo pedido
As mesmas mulheres já haviam procurado a Justiça espanhola em janeiro, mas o procedimento foi arquivado. A justificativa foi de que a Espanha não teria competência para investigar fatos ocorridos fora do país.
A Women’s Link Worldwide sustenta que a legislação espanhola permite a apuração de crimes cometidos no exterior quando existem vínculos relevantes com a Espanha. “O Estado espanhol tem a obrigação de garantir o acesso à Justiça em condições de igualdade”, afirmou Jovana Ríos Cisnero, diretora-executiva da organização.
A defesa de Julio Iglesias, de 82 anos, classificou as acusações como “absolutamente falsas”. O cantor também negou ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher.
As autoridades espanholas ainda vão analisar o novo pedido e decidir se o processo poderá avançar.



