A mãe de Edson Davi, Marize Araújo, foi contatada pela Interpol após o resgate de 163 crianças e adolescentes na Flórida, nos Estados Unidos. Segundo Marize, existe a possibilidade de o filho estar entre os menores localizados na operação.
Edson Davi desapareceu aos seis anos, em 4 de janeiro de 2024, na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Desde então, ele não foi encontrado. As buscas no mar e as investigações policiais não localizaram vestígios do menino.
O contato da Interpol ocorreu dois anos e oito meses depois do desaparecimento. Entre as crianças e adolescentes resgatados, com idades entre dois meses e 17 anos, há pessoas de 12 nacionalidades, incluindo brasileiros. Também existe a possibilidade de crianças desaparecidas do Maranhão estarem entre os resgatados.
Marize afirmou que foi orientada a levar informações do filho à Polícia Federal. “Finalmente eu recebi a ligação que eu tanto esperava, a Interpol entrou em contato com o meu advogado”, disse. Ela também pediu orações e afirmou que espera encontrar Edson Davi.
Questionamentos sobre o desaparecimento
No dia do desaparecimento, Edson estava na praia com o pai, que trabalhava como barraqueiro. Marize acompanhava o outro filho do casal, que é autista, em uma consulta médica.
A mãe contesta a hipótese de afogamento e afirma que o menino tinha medo do mar e se recusava a entrar na água. Ela também questiona o funcionamento das câmeras próximas ao local. De acordo com Marize, o equipamento do posto 4, onde Edson desapareceu, não funcionava, enquanto os dos postos 3 e 5 estavam operacionais.
Marize declarou ainda que a câmera de um hotel próximo estava voltada para a área de carga e descarga. A delegada responsável pelo caso teria informado que foram analisados dois quilômetros de imagens, sem registro do menino deixando a praia. Para a mãe, porém, havia pontos cegos causados pela falta de câmeras.
Ela também criticou a condução das buscas, afirmando que os bombeiros procuraram Edson no mar por mais de três meses, sem encontrar qualquer sinal.



