Gil do Vigor criticou os ataques homofóbicos sofridos pelo ator João Victor Gonçalves, intérprete de Mau Mau em Quem Ama Cuida, enquanto ele chegava ao Rock in Rio na última sexta-feira, 4. O ator foi abordado pelo streamer GH Reel RJ e outros dois homens, que riram e fizeram comentários sobre a roupa usada por ele.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Gil afirmou: “Homofobia não é entretenimento. É crime. E é triste ter que reforçar isso em pleno 2026”. O ex-participante também relatou ter chorado ao assistir às imagens e lembrou que sofreu bullying na escola por causa do jeito de falar e de ser afeminado.
Para Gil, as agressões não podem ser justificadas como conteúdo. Ele defendeu que os responsáveis sejam punidos e afirmou que as violências enfrentadas por pessoas LGBTQIA+ deixam marcas por toda a vida.
Relato de João Victor
Nas imagens, João Victor, de 24 anos, aparece caminhando sozinho em direção à entrada da área VIP do festival. GH Reel RJ fazia uma transmissão ao vivo na plataforma Kick quando passou a filmá-lo, acompanhado dos outros dois homens. O grupo seguiu o ator por alguns segundos, entre risadas e comentários sobre a aparência dele.
Depois da repercussão, João Victor disse ter ficado emocionado com as mensagens de apoio recebidas nas redes sociais. Ele relacionou o episódio à trajetória de Mau Mau, personagem que enfrenta a homofobia estrutural com coragem. Também contou que, no momento da abordagem, temeu ser assaltado pelos homens e acelerou o passo.
Em uma publicação, o ator escreveu que os envolvidos não ficariam impunes e reforçou que homofobia é crime.
Pedido de desculpas
GH Reel RJ afirmou que os comentários foram feitos durante uma live de rua e como parte do conteúdo produzido por ele. O streamer reconheceu o erro, pediu desculpas a João Victor e negou ter preconceito contra pessoas LGBTQIA+.
Ele disse ainda que a repercussão ocorreu após o vídeo ser compartilhado nas redes sociais e afirmou que não teve a intenção de ofender o ator. Em outra publicação, voltou a pedir desculpas e declarou que não pretendia se vitimizar, mas admitiu que errou.



