A chuva e o vento gelado mudaram os hábitos do público no terceiro dia do Rock in Rio. Com a queda dos termômetros e uma programação voltada à música eletrônica e ao pop, o café ganhou espaço entre os frequentadores da Cidade do Rock neste domingo, 6.
Mateus Almeida, de 34 anos, analista de sistemas, foi ao festival com a namorada, Carolina Leite, de 33. Os dois compraram o refil do copo por R$ 16 para se proteger do frio. Iniciante na bebida, Mateus contou que precisou adaptar os planos da noite: “A gente tá migrando um pouquinho pro café. Baixou a temperatura, né?”
Carolina, por outro lado, já tinha familiaridade com a bebida e resumiu sua relação com a cafeína: “Eu sou do mundo do café, sou cafezeira!”
Café como combustível
A bebida também apareceu como fonte de energia para quem pretendia acompanhar a programação até o fim. Mariana da Fonseca Rodrigues, de 31 anos, trabalha como caixa de eventos e chegou à Cidade do Rock com o copo de café nas mãos. Para ela, a chuva reforçou um costume diário.
Mariana afirmou que não pretendia trocar o café por bebidas alcoólicas durante a noite. A meta era consumir pelo menos mais dois refis para manter o ritmo até às 3h da manhã.
O social media Daniel Cardoso, de 24 anos, também escolheu a bebida para enfrentar o tempo instável. Com bom humor, ele disse que precisava de mais energia para encarar a maratona de shows, independentemente das condições climáticas.
A programação do dia tinha Calvin Harris, DJ escocês, entre as principais atrações. No meio da chuva e do frio, porém, o café virou uma das escolhas mais procuradas por quem queria continuar acompanhando o festival.



