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Ex-editor da Globo aponta cortes sem sentido na transmissão do Rock in Rio

Oscar Marinho criticou a troca constante de câmeras e defendeu uma direção mais conectada à música durante os shows.

Ex-editor da Globo aponta cortes sem sentido na transmissão do Rock in Rio

Oscar Marinho criticou a transmissão do Rock in Rio 2026 e atribuiu os cortes rápidos a uma direção que, na avaliação dele, não acompanha a música. O profissional trabalhou por 29 anos e cinco meses na Globo, onde foi editor de vídeo do Fantástico, do Jornal Nacional e de atrações esportivas.

Em uma publicação no LinkedIn, Marinho afirmou que a transmissão tem usado muitas câmeras, mas sem uma lógica clara para as trocas de imagem. Ele deixou a emissora em dezembro e disse que passou a falar sobre o tema com mais liberdade depois da saída.

Para o editor, a imagem muda com frequência, mas nem sempre ajuda o público a entender o que acontece no palco. Ele defendeu que a direção considere elementos como arranjo, entrada de instrumentos, solos, viradas e mudanças de dinâmica antes de definir o momento de um corte.

Marinho também citou como referência diretores que tratavam cada música como uma espécie de roteiro. Segundo ele, uma transmissão de show não depende apenas da quantidade ou da qualidade das câmeras, mas da capacidade de escolher quando mudar de plano e quando manter a imagem acompanhando o músico.

“Em alguns momentos do Rock in Rio, tenho visto câmera demais e direção de menos”, escreveu o ex-editor.

Debate sobre cortes rápidos

Nos comentários da publicação, Matthaeus Braga, bacharel em Cinema e Audiovisual, argumentou que os cortes acelerados se tornaram uma tendência do audiovisual. Para ele, planos longos podem fazer o espectador perder a atenção, pegar o celular ou trocar de canal.

Marinho concordou que o corte rápido está presente na linguagem atual, mas contestou a ideia de que velocidade e falta de sentido sejam equivalentes. Na resposta, afirmou que é possível trocar de câmera rapidamente sem desrespeitar o ritmo, a intenção e a narrativa da música.

O editor disse que um corte pode acompanhar uma virada, um solo, a entrada de um instrumento ou uma mudança de dinâmica. O problema, segundo ele, aparece quando a direção troca de imagem apenas porque existe outra câmera disponível. Para Marinho, a sucessão contínua de planos não representa necessariamente uma linguagem moderna, mas falta de direção.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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