O conde Charles Spencer, 62, irmão da princesa Diana, afirmou acreditar que ela tinha um quadro severo de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Ele relacionou a condição a comportamentos da irmã e disse que ela também poderia ter dislexia.
Spencer contou que recebeu o diagnóstico de TDAH já na vida adulta e identificou semelhanças entre o próprio comportamento e o de Diana. A princesa morreu em um acidente de carro, em 1997, em Paris.
Segundo o conde, as dificuldades enfrentadas por Diana na escola podem indicar dislexia, transtorno de aprendizagem associado a habilidades como leitura e escrita. Ele afirmou que ela tinha problemas com ortografia e com a ordem de palavras e letras. “Acho que Diana tinha dislexia”, disse Spencer à People.
Ele também rejeitou teorias de que a irmã teria transtorno bipolar ou transtorno de personalidade borderline. Para Spencer, a sensibilidade de Diana à rejeição e a forma intensa como reagia às decepções estavam relacionadas ao TDAH.
Livro reúne lembranças sobre a princesa
As declarações foram feitas durante a divulgação do livro Canto do cisne: Diana, minha irmã. A obra reúne lembranças de Charles Spencer sobre momentos em que a princesa rompia de forma abrupta com pessoas de seu círculo de amigos.
O conde afirmou que esse comportamento poderia estar ligado a uma condição não diagnosticada. De acordo com ele, Diana podia mudar de atitude rapidamente quando sentia que um amigo a havia decepcionado. Spencer ressaltou que essa observação não era uma crítica, mas uma tentativa de reconhecer as dificuldades enfrentadas por ela.
Ele também mencionou a pressão à qual Diana estava submetida e disse que compreender o TDAH ajudava a interpretar a maneira como ela reagia às relações pessoais. Para Spencer, a personalidade e o caráter da princesa contribuíam para que ela sentisse profundamente a rejeição e a decepção.



