O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou que seu partido deve derrotar o Centrão e descartou apoiar Flávio Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno.
Durante uma sabatina, Santos classificou o Centrão como a principal anomalia da política brasileira e disse que o compromisso do Partido Missão seria tornar a democracia funcional. Para ele, uma eventual vitória da legenda representaria também uma vitória da democracia no país.
Na área econômica, o candidato voltou a defender a desvinculação dos pisos da saúde e da educação. Segundo Santos, a mudança permitiria maior controle das contas públicas, ampliaria a capacidade de o governo elaborar o orçamento e elevaria os investimentos. Ele relacionou esse processo ao aumento da riqueza geral e do poder de compra.
Santos também afirmou que sua proposta não manteria inalterado o modelo do salário mínimo. O foco, explicou, estaria nos gatilhos automáticos usados para reajustar benefícios vinculados ao piso nacional.
Pena de morte e propostas institucionais
O candidato declarou ser pessoalmente favorável à pena de morte, mas disse que o tema não seria tratado em um primeiro mandato. “Nos quatro anos de mandato, acho que é uma discussão que não é possível”, afirmou.
Em perguntas rápidas, Santos defendeu uma dosimetria para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, uma alteração completa no foro privilegiado e a autonomia do Banco Central. Ele também reafirmou ser contrário à reeleição.
Ao falar sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Santos disse que a crise na Corte pode mudar a dinâmica das eleições nas próximas duas semanas. Ele afirmou não reconhecer Alexandre de Moraes como legítimo após revelações sobre um suposto envolvimento do ministro com o Banco Master.
O candidato avaliou que Luiz Inácio Lula da Silva seria o mais afetado pela crise no Supremo, mas acrescentou que ainda seria preciso observar os desdobramentos envolvendo Flávio Bolsonaro. Sobre um segundo turno, rejeitou a possibilidade de se juntar a qualquer um dos dois grupos políticos.



