RIO DE JANEIRO — Estação Primeira de Mangueira e Mocidade definiram seus sambas-enredos para o Carnaval de 2027. As escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro encerraram as disputas musicais em suas quadras na madrugada deste domingo. A Mangueira levará Oyá para a avenida, enquanto a Mocidade apresentará um enredo sobre a América Latina.
Na Mangueira, a composição vencedora é assinada por Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Orlando Ambrósio, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim. A final contou com a participação de Daniela Mercury, uma das principais vozes da gravação inscrita no concurso. Majur, responsável pela gravação do outro samba finalista, também se apresentou ao vivo.
O samba que ficou em segundo lugar foi composto por Arlindinho e outros autores. Durante a disputa, a obra de Lequinho foi descrita como forte e veloz e recebeu aplausos após a escolha da comissão julgadora.
Na Mocidade, a parceria vencedora reúne PC Feital, Alex Saraiça, Denilson do Rozario, Andre Russo, Carlinho da Chacara e Fabio Bueno. A obra defende a união dos países latino-americanos e inclui o verso: “Na soberania plena todos juntos somos um”.
A decisão aconteceu na final realizada em Padre Miguel. Outros três sambas foram apresentados, com grupos de compositores liderados por Richard Valença, Jefinho Rodrigues e Léo Peres.
Sambas escolhidos
O samba da Mangueira destaca Oyá, Iansã, Xangô e a força feminina, além de abordar a intolerância religiosa e a identidade da escola. A letra também menciona a resistência de uma mulher negra e macumbeira ligada à orixá.
Já a composição da Mocidade reúne referências indígenas e latino-americanas. O samba cita países como Colômbia e Peru, personagens e divindades de diferentes tradições e temas como opressão, resistência, soberania e luta social. A obra termina com a identificação da escola como Mocidade Independente do Brasil.



