A sequência de resultados negativos fez o elenco do Corinthians buscar união interna para tentar mudar o cenário no Campeonato Brasileiro. Gustavo Henrique afirmou que jogadores, comissão técnica e diretoria precisam dividir a responsabilidade pela fase, sem transformar os problemas do clube em justificativa para o desempenho em campo.
O Corinthians perdeu por 3 a 1 para o Fluminense no último domingo e chegou à sexta derrota consecutiva na competição. O resultado veio depois da eliminação para o Estudiantes na Copa Libertadores, que aumentou a pressão sobre o grupo e provocou uma conversa com a Gaviões da Fiel.
Cobrança da torcida
O encontro com a torcida organizada ocorreu dois dias após a eliminação. Parte da reunião foi realizada próxima ao campo, com a presença do técnico Fernando Diniz, dos jogadores Rodrigo Garro, Memphis Depay, Raniele, Gustavo Henrique e Hugo Souza, além dos dirigentes Marcelo Paz e Julio Cesar. O presidente Osmar Stabile participou de outro momento, em uma sala do centro de treinamento.
Gustavo Henrique considerou legítima a cobrança dos torcedores, que também expuseram suas insatisfações ao elenco. O zagueiro afirmou que a equipe precisa trabalhar em silêncio e reconhecer os próprios erros para tentar deixar a situação complicada.
"Está todo mundo no mesmo barco, todo mundo é culpado e tem sua parcela de responsabilidade", declarou Gustavo Henrique.
O defensor também disse que a torcida tem motivos para cobrar, principalmente pelo apoio oferecido durante os jogos e pela eliminação na Libertadores. Para ele, a recuperação dependerá da capacidade do elenco de absorver a pressão e manter o foco no trabalho.
Lesões e problemas estruturais
Na avaliação do jogador, o Corinthians vive um contraste em relação ao começo da trajetória recente. A equipe passou sete jogos sem sofrer gols, mas depois chegou a sete jogos sem vencer e sofrendo gols. Gustavo Henrique apontou o número de lesões como um fator que prejudicou o planejamento, embora tenha ressaltado que o elenco tem qualidade para reagir.
O zagueiro também relacionou a instabilidade esportiva aos problemas políticos e financeiros do clube. Ele mencionou as dívidas bilionárias e afirmou que a falta de organização torna mais difícil conquistar resultados. Na análise do defensor, os efeitos atingem principalmente os torcedores, que acompanham a situação institucional e sofrem com o desempenho do time.
Mesmo com o ambiente de pressão, Gustavo Henrique garantiu que o grupo permanece fechado. A intenção é preservar a união entre atletas, treinador e diretoria, além de buscar apoio nas famílias e nas arquibancadas para construir uma sequência de vitórias.
"Nós temos que trabalhar, eles estão no direito de cobrar e nós temos que ficar quietos, trabalhar e sair o mais rápido possível dessa situação complicada", afirmou.
O Corinthians terá um período longo de preparação durante a pausa da Data Fifa de setembro. A equipe volta a campo apenas no dia 7 de outubro, contra o Internacional, no Beira-Rio, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.



