Registros de pagamentos da Go Up Entertainment indicam que a produtora de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, quitou quatro faturas do cartão de crédito do deputado federal Mário Frias (PL-SP) entre agosto e novembro de 2025. Os pagamentos variaram de R$ 32.604,39 a R$ 36.857,35.
As despesas aparecem nos seguintes registros:
- A fatura com vencimento em 25/08/2025 foi paga em 22/08/2025, no valor de R$ 32.604,39;
- A fatura de 25/09/2025 foi quitada em 25/09/2025, por R$ 34.164,08;
- A fatura de 25/10/2025 foi paga em 21/10/2025, no valor de R$ 33.242,21;
- A fatura de 25/11/2025 foi quitada em 19/11/2025, por R$ 36.857,35.
Mário Frias trabalha como roteirista e produtor-executivo do filme, que narra a trajetória do ex-presidente. A produção passou a ser investigada após informações sobre um possível financiamento de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Ele está preso em Brasília.
Na quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão ligados ao financiamento de Dark Horse. Frias e Karina Gama, dona da Go Up Entertainment, foram alvos da operação, que apura um suposto desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.
A PF informou ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema. A investigação considera suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Após a operação, Frias negou irregularidades em um vídeo publicado nas redes sociais. O deputado afirmou que pretende colaborar com as investigações, entregar os documentos necessários e que acredita no arquivamento do caso.
Investigações no STF
Há duas investigações sobre o filme sob supervisão de ministros do STF. O inquérito relatado por Flávio Dino apura possível uso irregular de emendas parlamentares e de dinheiro público destinado a entidades e empresas ligadas à produtora.
Outro procedimento, sob relatoria de André Mendonça, examina repasses feitos por Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, além do caminho percorrido por esse dinheiro.



