Niterói, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,14 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 185.814 +0,00% Niterói 17°C 17° / 21°
Brasil

Dino vê indícios de que Mario Frias liderava esquema de desvios

Decisão do ministro retirou o sigilo de investigações sobre recursos de emendas parlamentares e verbas municipais.

'Dark Horse': ao retirar sigilo de investigação, Dino cita suspeita de que Frias liderou esquema criminoso de desvios
Foto: Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que investigações reúnem indícios de que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) pode ter ocupado posição de liderança em um esquema de desvio e ocultação de recursos públicos.

A declaração está em decisão deste domingo (13), que retirou o sigilo de documentos enviados pela Justiça de São Paulo e concentrou sob a relatoria de Dino inquéritos que tramitavam nas esferas estadual e federal. Para a Polícia Federal, a existência de apurações paralelas prejudicava a elucidação dos fatos.

A investigação envolve dinheiro de emendas parlamentares federais e verbas municipais repassadas por meio de acordos com a Prefeitura de São Paulo. A PF sustenta que os casos integram um único contexto, voltado à captação, circulação e ocultação de recursos públicos.

Movimentações financeiras

Conforme os elementos reproduzidos na decisão, a Complexsys Soluções Integradas Ltda. foi contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para executar projetos financiados com dinheiro público. A empresa recebeu transferências diretas de Mario Frias, devolveu valores ao ICB e também enviou quantias à Academia Nacional de Cultura (ANC).

As duas entidades eram administradas pela empresária Karina Ferreira da Gama, que também trabalhou como produtora da cinebiografia de Jair Bolsonaro. A PF classificou o fluxo entre o parlamentar, a entidade executora, a empresa contratada e a organização beneficiária como um “circuito financeiro fechado”.

Dados de inteligência financeira citados por Dino indicam ainda que Frias fez remessas à Go Up Entertainment Ltda., empresa de propriedade de Karina Gama, em valores incompatíveis com os rendimentos declarados e com a movimentação habitual de suas contas.

Para os investigadores, esse elemento afasta a hipótese de que o deputado tenha sido apenas o responsável pelas emendas posteriormente desviadas por terceiros. A PF afirma que as transações o colocariam como participante ativo da engrenagem financeira investigada.

Apuração em São Paulo

A Operação Wi-Fi, da Polícia Civil de São Paulo, apontou possível confusão patrimonial. O ICB, a Go Up Entertainment e a G07 Assessoria tinham o mesmo endereço comercial na Avenida Paulista.

Peritos e delegados também identificaram faturas emitidas em sequência na mesma data e com vencimentos iguais, sem comprovação de serviços prestados por empresas subcontratadas. Além disso, notas fiscais de R$ 2 milhões foram canceladas pouco depois da emissão perante a Fazenda municipal.

Na última quinta-feira (10), Frias chamou a operação policial de “cortina de fumaça”, negou irregularidades, disse estar disposto a entregar documentos e afirmou confiar no arquivamento do processo.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.