A pesquisa Datafolha mostra que 48% dos eleitores defendem que Flávio Bolsonaro desista da candidatura à Presidência da República e apoie outro candidato. Outros 44% preferem que o senador mantenha a disputa, enquanto 8% não souberam responder.
O levantamento foi realizado após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Nas mensagens, o senador pediu apoio financeiro para viabilizar a produção de um filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
A avaliação sobre a conduta do parlamentar também foi majoritariamente negativa. Para 64% dos entrevistados, Flávio agiu mal na troca de mensagens. Outros 25% consideraram que ele agiu bem, e 11% não souberam responder. Sobre a relação entre o senador e Vorcaro, 72% disseram acreditar que os dois são próximos. Quinze por cento discordaram, e 13% não souberam responder.
Entre os eleitores que já apoiam Flávio Bolsonaro, o resultado é diferente: 88% defendem a manutenção da candidatura, 10% preferem que ele apoie outro nome e 2% não souberam responder.
Impacto nas intenções de voto
O Datafolha também mediu a percepção dos eleitores antes da divulgação das conversas. Sessenta e dois por cento afirmaram que não pensavam em votar em Flávio, enquanto 38% já consideravam essa possibilidade. Entre os que cogitavam apoiá-lo, 67% disseram que a confiança não mudou, 18% afirmaram que ela diminuiu, 14% relataram aumento e 1% não soube responder.
Em uma simulação de segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva, o atual presidente aparece com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, Lula soma 40%, e o senador, 31%. A diferença, segundo o levantamento, passou de 3 para 9 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.
Caso Flávio deixe a disputa, Michelle Bolsonaro é a opção preferida por 39% dos entrevistados. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 17% cada, seguidos por Eduardo Bolsonaro, com 10%. Nove por cento não souberam responder, e 8% escolheram nenhum dos nomes.
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas em todo o território nacional entre 20 e 22 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.



