A vitória por 1 a 0 sobre o Bahia levou o Corinthians à final do Brasileirão Feminino, mesmo após a expulsão de Thaís Regina ainda no primeiro tempo. A equipe segurou a vantagem na Neo Química Arena e enfrentará o São Paulo na decisão, depois de o rival eliminar o Flamengo nas semifinais.
Emily Lima afirmou que o elenco conseguiu manter o controle da partida porque já tinha experiência com diferentes estruturas defensivas. Após o cartão vermelho, a comissão técnica reorganizou o time e alternou entre os sistemas 5-3-1 e 4-4-1 para impedir a circulação de bola do Bahia.
Ajustes após o cartão vermelho
A treinadora explicou que Duda Sampaio assumiu a função de zagueira centralizada. Duda Mineira foi deslocada para o lado esquerdo, enquanto Thais Ferreira ocupou o setor direito. As alas receberam liberdade para avançar, e a equipe manteve uma linha de cinco em determinados momentos.
No segundo tempo, o Corinthians passou a pressionar pelos lados quando necessário e usou o meio-campo para induzir o Bahia a jogar pelos corredores. Com a compactação, o time recuperou muitas bolas e reduziu as opções de criação das adversárias.
“Quando perdemos a Thaís (Regina) muito cedo, cheguei na Duda (Sampaio) e perguntei: 'Duda, vamos fazer a zagueira centralizada?'. E ela respondeu: 'Estou dentro'”, relatou Emily.
A técnica também contou que conversou com Andressa no intervalo para que ela ocupasse a ala direita. A mudança ocorreu porque Gi Fernandes já tinha cartão amarelo, e a comissão decidiu não arriscar sua permanência em campo.
Diálogo com o elenco
Emily destacou que as decisões são discutidas com as jogadoras e que a confiança construída no grupo ajuda na execução das mudanças. Para ela, a familiaridade com a estrutura de três defensoras permitiu que as atletas preservassem suas funções individuais mesmo com a alteração em relação ao 4-4-2 em losango.
A treinadora também criticou os critérios da arbitragem na expulsão de Thaís Regina. Ela citou outro cartão vermelho recebido por Dayana Rodríguez contra o Flamengo e disse que a arbitragem deveria adotar o mesmo padrão para as duas equipes.
Mesmo incomodada com a atuação dos juízes, Emily afirmou que conversou com Jhonson para evitar que a jogadora perdesse a concentração. Também falou com Thaís Regina após a expulsão e disse que o grupo havia sustentado a equipe em campo.
“Quando o grupo está fechado desse jeito, as meninas são gigantes — como foram hoje, jogando com uma a menos”, afirmou.
O Corinthians volta a campo neste sábado, no jogo de ida da final, às 16h30, na Neo Química Arena. A partida de volta será disputada no dia 3 de outubro, também às 16h30, no Morumbis.



