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Brasil

Empresa de Flávio Bolsonaro ocupa sala ligada a sócio do Careca do INSS

Bravo Grafeno e ao menos 16 empresas associadas a Antonio Antunes aparecem no mesmo endereço em Brasília e usaram a mesma contabilidade.

Empresa de Flávio Bolsonaro divide endereço com empresas do Careca do INSS
Foto: Raul Spinassé/Flávio Bolsonaro

A Bravo Grafeno, empresa de capacetes que tem Flávio Bolsonaro entre os proprietários, está registrada na sala 2601 do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, no Distrito Federal. O mesmo endereço aparece ligado a pelo menos 16 empresas associadas a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e investigado por descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas.

Além do endereço, a Bravo Grafeno e empresas relacionadas a Antunes utilizaram serviços da Voga Serviços Contábeis. A companhia pertence a Alexandre Caetano dos Reis, apontado como sócio de Antunes e responsável pela contabilidade do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro.

A estrutura da Voga ocupa salas no Edifício Connect Towers. Na sexta-feira (11/9), funcionários do local disseram que a sala 2601 também era usada pela empresa contábil. A recepção da Voga fica na sala 2603.

O advogado Thalles Setúbal confirmou que a Voga presta serviços para a empresa de Flávio Bolsonaro, mas afirmou que a sala 2601 funcionava como coworking e pertencia a outra companhia. Questionado sobre a relação da contabilidade com o senador e sobre as investigações da Polícia Federal, ele declarou: “A gente se posiciona nos autos, não com imprensa”.

Empresas e investigação

A Bravo Grafeno foi aberta pela família Bolsonaro em junho de 2024, com capital social de R$ 100 mil. A marca comercializa capacetes e acessórios para motociclistas e tem Jair Bolsonaro como garoto-propaganda.

Antunes está preso preventivamente desde setembro de 2025, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. As investigações da Operação Sem Desconto apontam que empresas ligadas a ele movimentavam recursos provenientes de mensalidades descontadas irregularmente de aposentados.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema teria atingido mais de 4,3 milhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024, com prejuízo de R$ 2 bilhões aos cofres públicos.

Flávio Bolsonaro já negou envolvimento nas fraudes do INSS. O senador não se manifestou sobre as informações, e a defesa de Antunes também não respondeu.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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