PORTO VELHO — O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) defendeu, nesta quinta-feira (24), a ampliação da produção agrícola integrada na Amazônia. Durante uma coletiva de imprensa, ele afirmou que a região deve ir além da exportação de soja e milho em grãos e investir na criação de animais para transformar esses produtos em proteína.
Cury citou a expansão da suinocultura, da avicultura e da bovinocultura como parte desse modelo. A proposta, segundo o candidato, é aumentar o processamento da produção dentro da própria região.
O candidato também apoiou a privatização de rodovias, desde que os pedágios não prejudiquem o transporte e a atividade produtiva. Ele mencionou o modelo aplicado em parte do estado de São Paulo e afirmou que a concessão pode melhorar as condições das estradas e facilitar o deslocamento da produção agrícola, industrial e comercial.
“Sem logística, você fica de mãos atadas”, disse Cury, ao defender uma aplicação considerada por ele racional para as concessões rodoviárias.
Na área da saúde, o candidato afirmou que pretende fortalecer o Sistema Único de Saúde, melhorar a capacitação técnica, ampliar o número de médicos e aumentar a remuneração dos profissionais. Ele também incluiu enfermeiros entre as categorias que deveriam receber melhor e defendeu a expansão da telemedicina.
Cury afirmou que a ferramenta poderia permitir o atendimento de pessoas em diferentes locais, como áreas rurais, periferias e cidades. Ele citou o caso de crianças com diarreia e vômitos durante a madrugada, que poderiam ser atendidas por um especialista por meio da telemedicina em meia hora.
Para a segurança pública, a proposta apresentada prevê treinamento, equipamentos e uso de tecnologia pelos agentes das polícias Militar e Civil. O candidato também relacionou investimentos em educação e na geração de empregos para jovens ao combate à entrada deles no crime organizado.
Ao abordar o tema, Cury afirmou que 6,7 milhões de jovens não trabalham nem estudam e podem ser atraídos pelo crime. Também defendeu inteligência estratégica e disse que o tráfico de drogas começa a cooptar jovens aos 11 anos, enquanto o Estado age aos 17.



