A apresentação de Anitta na coroação como rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio foi construída a partir de referências pessoais, da fé no candomblé e de conversas com outras integrantes do posto. A cantora também relacionou o espetáculo ao álbum “Equilibrium II”, que faz parte de sua atual turnê pelo Brasil.
A performance foi planejada para dialogar com o enredo da escola para 2027, “Sankofa Tabon — Os Retornados da Costa do Ouro e a Estrela Negra da Liberdade”. Anitta afirmou que os encontros com outras rainhas ajudaram a entender que poderia aproximar sua trajetória artística da história apresentada pela Grande Rio na Marquês de Sapucaí.
“Quis fazer uma performance que combinasse com o enredo e se conectasse com o meu álbum e minha carreira”, afirmou a cantora.
Aulas com outras rainhas
Antes de assumir a função, Anitta procurou Mayara Lima, da Paraíso do Tuiuti, e Belinha Delfim, da Unidos do Viradouro. As duas estiveram entre as primeiras referências consultadas para a preparação da cantora, que pretende continuar aprendendo até o desfile.
Ela explicou que dançar no cotidiano não é o mesmo que executar os movimentos diante do público enquanto ocupa a frente de uma bateria. Para ampliar a preparação, Anitta também quer marcar aulas com Evelyn Bastos, rainha da Mangueira, e Gaby Mendes, da Mocidade Independente de Padre Miguel.
“Cada uma tem um truque especial que pode trazer para a gente”, disse Anitta ao falar sobre as próximas professoras.
A cantora foi coroada neste domingo como rainha da Acadêmicos do Grande Rio. Sua estreia à frente dos ritmistas da escola de Duque de Caxias acontecerá no Carnaval 2027.



