Carlo Ancelotti afirmou que as críticas ao trabalho na seleção brasileira não interferem no planejamento para o futuro. A declaração ocorreu após o empate por 1 a 1 com a Austrália, na estreia do novo ciclo, que tem como objetivo a preparação para 2030.
O treinador também defendeu a aposta nos jogadores jovens e pediu paciência durante o processo de renovação. “Essa crítica não afeta a ideia que tenho para o futuro desta seleção e desses jogadores”, disse. Segundo Ancelotti, a influência das cobranças sobre suas convicções é zero.
A seleção brasileira volta a enfrentar a Austrália nesta terça-feira, e o técnico fará sete mudanças na escalação inicial em relação ao amistoso de sexta-feira. A principal alteração será no meio-campo, que ganhará um reforço.
Gabriel Bontempo deve entrar ao lado de Bruno Guimarães e Danilo. No ataque, Rayan aparece entre Vini Júnior e Raphinha, que será utilizado como centroavante. Estêvão e Endrick serão poupados das cobranças após a atuação diante da equipe australiana.
Renovação da seleção
Ancelotti afirmou que pretende formar uma equipe protagonista, mas reconheceu a pressão associada ao cargo. Para ele, a expectativa sobre o treinador do Brasil envolve a obrigação de buscar o título da Copa do Mundo, e não apenas uma colocação entre os primeiros.
O italiano também citou outros jovens que, em sua avaliação, podem contribuir com a seleção. Breno Bidon, Arthur Dias, os goleiros, Gabriel Bontempo e Jair foram mencionados como surpresas positivas.
A prioridade, segundo Ancelotti, é construir uma geração capaz de acompanhar a seleção na Copa América e na Copa do Mundo. Ele afirmou que os jogadores considerados importantes para o futuro continuarão sendo chamados, enquanto pediu calma com Estêvão e Endrick, que são reservas em seus clubes.



