Brian May descartou voltar a fazer turnês com o Queen. Aos 79 anos, o guitarrista afirmou que decidiu no ano passado encerrar sua rotina na estrada para ter mais liberdade e dedicar tempo à esposa, a atriz Anita Dobson, aos netos e à astrofísica.
Em entrevista ao The Times, May contou que tomou a decisão há 18 meses, depois da morte de uma amiga próxima da família durante uma viagem aos Estados Unidos. Na ocasião, ele disse à empresária que voltaria para casa por alguns dias, mas recebeu dela o alerta de que não poderia interromper a agenda dessa forma.
“Eu adoro tocar e amo viajar, mas o preço é sacrificar sua liberdade”, afirmou o músico. Ele também declarou que tem uma esposa, netos e projetos ligados à astrofísica, acrescentando que talvez 50 anos na estrada sejam suficientes.
Possível experiência imersiva
Mesmo sem planos de novas turnês, May e Roger Taylor, 77, consideram desenvolver uma experiência imersiva do Queen. O baterista citou o ABBA Voyage, espetáculo em Londres que recria digitalmente os integrantes do grupo sueco durante apresentações ao vivo, como uma referência para o projeto.
“Queremos fazer algo bastante revolucionário. Não como o ABBA fez, mas seguindo mais ou menos essa linha”, disse Taylor.
A ideia ganhou força depois que May visitou o Sphere, em Las Vegas, no ano passado. O guitarrista contou que saiu do local empolgado e chegou a esboçar um show completo do Queen. Para ele, a proposta poderia romper barreiras de tempo e espaço, mas ainda dependeria do uso de inteligência artificial, tecnologia que recebe críticas do músico.
May afirmou que a inteligência artificial já ajuda em tarefas como escrever e-mails e chegou a salvar vidas, mas avaliou que o impacto negativo sobre o mundo é imenso.
Na formação original, o Queen tinha Freddie Mercury nos vocais. O cantor morreu em 1991, aos 45 anos, por complicações relacionadas à Aids. Nas turnês mais recentes, Adam Lambert assumiu os vocais e passou a se apresentar com a banda em 2011.



