Augusto Cury, Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado começaram a definir suas posições para o segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Cury e Renan não declararão apoio a nenhum dos dois. Zema manteve sua oposição ao PT, enquanto Caiado afirmou que conversaria com a direção nacional do PSD antes de decidir.
A disputa ficou definida após Flávio alcançar 47,03% dos votos válidos e Lula registrar 45,16%, conforme os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os percentuais foram calculados com 99,99% das urnas totalizadas, à 0h11 desta segunda-feira (5). A diferença foi de 1,87 ponto percentual, e a nova etapa da eleição está marcada para 25 de outubro.
Posições de Cury e Renan
Cury afirmou que permanecerá neutro e não apoiará Lula nem Flávio. O escritor também colocou suas propostas à disposição dos dois candidatos e disse esperar que o vencedor aproveite os projetos apresentados durante a campanha. Além disso, proibiu que seu nome ou o de seu vice fosse usado para anunciar adesão a qualquer candidatura.
O candidato do Avante também descartou ocupar um ministério em um eventual governo e indicou que não pretende seguir na política.
Renan Santos, por sua vez, disse que não fará campanha para nenhum dos finalistas e também não defenderá o voto nulo. Os apoiadores foram liberados para escolher o caminho que preferirem. “Eu não vou ter campanha nem para voto nulo, nem para ninguém, façam o que vocês quiserem, porque não fará diferença, o Flávio já ganhou essa eleição”, declarou em vídeo nas redes sociais.
Apesar da decisão, Renan afirmou que continuará trabalhando na construção do Missão para as próximas eleições.
Zema e Caiado
Em pronunciamento em Belo Horizonte, no domingo (4), Zema reforçou a oposição ao PT: “Onde estiver PT no segundo turno, eu estarei contra o PT”. O ex-governador de Minas Gerais não citou Flávio nominalmente. Ele também comemorou o desempenho do Novo e apontou o cumprimento da cláusula de barreira como prioridade da legenda.
Caiado declarou que trataria de um eventual apoio com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Depois, o partido liberou seus filiados para apoiar quem preferirem e manteve a autonomia das representações estaduais para formar alianças. O PSD não aderiu oficialmente a Lula ou Flávio, e a decisão da legenda não representa uma declaração de voto pessoal de Caiado.



